As redes sociais conheceram grande expansão e entram agora numa segunda fase, com tipos de utilização mais próximos dos comportamentos adultos.
Por outras palavras, o social networking já não é território exclusivo de geeks, adolescentes e adultos no engate, tem gente "normal" com rotinas típicas do dia a dia, agora transpostas e adaptadas à Internet, que potencia a comunicação de formas incríveis.
Em termos profissionais, uma boa rede de contactos cria valor e facilita a vida. As empresas tardam em reconhecer as capacidades ao sua dispôr na web, mas as pessoas que as formam, não. Entre as funcionalidades mais úteis estão:
1) Divulgação do currículo. Num mundo de emprego em permanente mudança, com os laços entre empregador e empregado desfeitos pela sobrevalorização do dinheiro à custa do corpo social, uma pessoa consciente está sempre no mercado de trabalho. Quanto mais divulgação tiverem as suas competências, mais facilmente encontrará quem as valorize. Quando se tem um patrão que não nos dá o justo valor, mais pertinente se torna;
2) Pedido de referências pessoais. A cibercultura assenta nas relações pessoais horizontais, ou peering, quebrando a tradicional relação vertical. A sua opinião sobre os seus colegas é tida em conta. E a dos seus colegas por si também. Construa a sua reputação levando isso em consideração;
3) Oportunidades de emprego. À medida que mais gente e organizações integram as redes sociais aumentam também as relações de proximidade geográfica e consequentemente crescem as oportunidades de trabalho. Estar bem posicionado nas redes sociais representa uma vantagem sobre quem não está;
4) Encontro de velhos amigos e colegas. A interoperabilidade entre as diversas redes facilita a tarefa de estar em contacto com conhecidos anteriores. Noutros casos, poderá reencontrar ligações - e as ligações geram riqueza na web;
5) Receber propostas de negócios. Em função do seu currículo, da sua capacidade de relacionamento com os outros e da sua disponibilidade, torna-se mais fácil propor-lhe actividades. Que poderá incorporar no seu dia-a-dia na empresa ou - como fazem já milhões de pessoas - funcionar em regime de outsorcing;
6) Selecção de especialistas. Os serviços de social networking não têm apenas oferta, lembre-se disso. Também a procura de trabalho e de talento tem neles lugar de relevo. A prática de caça-talentos também se "democratizou" com a web, deixando de estar reservada às elites. Estar nelas significa poder ser escolhido;
Existem diversas redes sociais. Fique a saber quais são as mais importantes do ponto de vista da cidadania, sem excluir os relacionamentos pessoais e amorosos, mas com a tónica nas relações objectivas.
Facebook . O mais recente, está na moda. É uma autêntica febre nos EUA. Em Portugal ainda tem reduzida expressão;
Hi5 . De longe o preferido dos portugueses. Tem um problema, que é também uma razão para ponderar o seu uso: não há adolescente português sem uma conta no Hi5. A proximidade com a realidade social das camadas abaixo dos 25 anos justifica conviver com tanto ruído;
LinkedIn . É o mais útil para quem procure sobretudo as vantagens profissionais. Portugal está aqui bem representado - embora de forma desigual relativamente ao peso das diversas indústrias na economia nacional. O destaque vai naturalmente para os serviços. Estar no LinkedIn é o equivalente moderno de ter um cartão de visita;
Plaxo . Serviço bastante antigo (é da chamada web 1.0), soube converter-se e encontrar um lugar na oferta do género. A utilidade está na organização de contactos.
Paulo Querido - "Mas certamente que sim!"
sábado, 16 de fevereiro de 2008
As vantagens das redes sociais
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Secretário-geral do PCP acusa ASAE de "excesso de zelo" e falta de "bom senso"
Couço, Coruche, 15 Fev (Lusa) - O secretário-geral do PCP acusou hoje a ASAE de "excesso de zelo" e falta de "bom senso" na aplicação de uma legislação que é "inadequada à realidade nacional" e que está a levar à extinção os produtos tradicionais.
Couço, Coruche, 15 Fev (Lusa) - O secretário-geral do PCP acusou hoje a ASAE de "excesso de zelo" e falta de "bom senso" na aplicação de uma legislação que é "inadequada à realidade nacional" e que está a levar à extinção os produtos tradicionais.
Jerónimo de Sousa participou hoje no Couço, "terra de heróicos lutadores pela liberdade", numa iniciativa em defesa dos produtos tradicionais, que considerou um "património cultural que é necessário defender e valorizar" e também "suporte complementar à viabilização do que resta do mundo rural".
O líder do PCP acusou a "polícia económica" - referência à Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) - de "fundamentalismo proibicionista que mata também os espaços de convívio nos mercados, festas e feiras tradicionais".
A legislação "punitiva" aprovada pelos Governos PS e PSD/CDS está também a acabar com o pequeno comércio de aldeia, "onde o saneamento básico ainda não chegou, mas onde o fundamentalismo higienista impõe em muitos casos ridículas e impraticáveis exigências e para a solução dos quais não há o mínimo apoio", afirmou.
Falando na sala da Casa do Povo do Couço, cheia de populares e com mesas ao fundo cobertas de enchidos tradicionais (linguiça, bucho, bexiga recheada, farinheira de sangue), Jerónimo de Sousa criticou ainda as "pesadas punições e multas" a práticas que eram próprias do mundo rural, como o abate em casa do porco ou do vitelo.
O secretário-geral comunista acusou o Governo português de se ter limitado a regulamentar os aspectos sancionatórios das directivas de Bruxelas, cuja normalização e estandardização, "a pensar na grande produção industrial e nos interesses das multinacionais", acabará, se nada for feito, por "matar muitos dos nossos produtos nacionais".
"Não está em causa a necessidade e exigência de garantir regras de higiene e segurança alimentar na produção e comercialização dos produtos regionais tradicionais e na sua confecção mas o olhar fundamentalista e proibicionista de tudo o que é resultado de anos e anos de experiência acumulada de um povo, para padronizar o que a vida tornou diferente em qualidade e sabor", afirmou.
Jerónimo de Sousa afirmou ainda que "os grandes problemas sanitários do nosso tempo - vacas loucas, nitrofuranos ou gripe aviaria - não são o resultado das práticas" da pequena produção mas sim da agricultura intensiva e da grande produção agro-alimentar, "aos quais são garantidos o máximo dos apoios e protecção".
O secretário-geral do PCP acusou o actual Governo de seguir "o mesmo caminho de desprezo do mundo rural" dos executivos anteriores e de ter acentuado os aspectos negativos de uma política que "alimentou profundas desigualdades regionais e sociais e fragilizou as condições de vida" das populações.
Jerónimo de Sousa terminou com um apelo à população do Couço para que participe, a 01 de Março, na marcha "em defesa do direito à liberdade de organização partidária e de todas as outras liberdades democráticas", contestando as alterações à lei dos partidos.
MLL.
Lusa/fim /expresso
Câmara da Guarda investiga projectos assinados por Sócrates
Sócrates e Joaquim Valente foram visados no artigo do "Público" e indignaram-se contra a "campanha"Três juristas e os dois directores dos departamentos Administrativo e de Planeamento e Urbanismo da Câmara da Guarda estão encarregados de averiguar a legalidade das situações relatadas na polémica dos projectos de engenharia assinados pelo actual primeiro-ministro, na década de 1980, cuja autoria não seria, alegadamente, de José Sócrates. A criação desta comissão de inquérito foi proposta, ontem, ao Executivo pelo presidente da Autarquia com o argumento da "defesa da verdade". Joaquim Valente (PS) considera que a notícia do jornal "Público" contém "inverdades e é caluniosa nalguns considerandos". O antigo colega de Sócrates no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, também visado na investigação do diário, refere-se, sobretudo, a uma suposta violação de procedimentos na construção de uma moradia em zona de Reserva Agrícola Nacional (RAN) na localidade do Porto da Carne. Contudo, os eventuais ilícitos apurados não terão consequências disciplinares, uma vez que já passaram mais de 20 anos sobre os factos.
"Queremos esclarecer tudo, porque, neste momento, há pessoas que estão a ser acusadas infundadamente na praça pública", sublinhou o edil.
Ainda assim, a Oposição na Autarquia duvida que a comissão esclareça alguma coisa, por ser formada apenas por funcionários da Câmara. "É gente da casa e já está condicionada antes mesmo de apresentar conclusões, até porque está envolvido o primeiro-ministro", criticou Ana Manso (PSD), também deputada na Assembleia da República.
Por isso mesmo, a vereadora sugeriu a escolha de elementos independentes para "não se subverter o cabal esclarecimento desta matéria". Caso contrário, receia que o resultado obtido seja apenas "uma versão da verdade que se quer dar". A sugestão não foi, porém, aceite.
A comissão vai trabalhar sem prazo definido. "É um trabalho difícil e longo, mas estarei atento para que as coisas avancem o mais rapidamente possível", prometeu Joaquim Valente.
José Sócrates, recorde-se, já garantiu que o artigo do "Público" estava incorrecto, explicando que todos os projectos que assinou são da sua autoria. O assunto foi, aliás, objecto de polémica na Assembleia, ontem.
Luis Martins - Jornal de Notícias
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
também somos "exemplo" lá fora...
Encontrei no blog de origem Grega: The Greek Eco Forum, a notícia sobre a maior central de painéis foto-voltaicos do mundo a ser instalada em Moura.
Interessante é a referência que faz ao compasso de espera pela decisão do ministério competente para a aprovação da referida implantação.
Burocracia!... e o petróleo sempre a subir... do que é que "estamos" à espera???
via email: Luis Miranda Frasquinho
pintura, escultura e literatura na Verney
Está patente na Galeria-Livraria Municipal Verney, até ao dia 16 de Março, uma nova exposição de artes plásticas, com pintura de Dinara Dindarova Pereira e escultura de Antonieta Roque Gameiro, associada à apresentação da obra literária de Luísa Costa Gomes.
Dinara Dindarova, responsável pela vertente pictórica da exposição, exibe retratos e naturezas mortas.
A vertente escultórica, da autoria de Antonieta Roque Gameiro, é subordinada ao tema “Olhares, Gestos e Silêncios”.
No âmbito desta exposição, estão agendados dois encontros culturais: um sobre literatura com a presença da escritora Luísa Costa Gomes, no próximo dia 16 de Fevereiro às 15h e outro de artes plásticas que, além da pintora e escultora com obras em exibição, também contará com a presença de Aline Gallasch Hall e de Maria da Graça Moniz de Sousa, a 8 de Março também às 15h.
Morada da Livraria-Galeria Municipal Verney:
Rua Cândido dos Reis, nº 90, 2780-Oeiras
Horário:
terças-feiras a domingos, excepto feriados, das 10h às 13h e das 14h às 18h.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Vinho de Carcavelos para comemorar o Dia dos Namorados
A Câmara Municipal de Oeiras aderiu à iniciativa “Vinho, com moderação faz bem ao coração” da Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV), de quem é associada, a qual assinalará o Dia dos Namorados, 14 de Fevereiro. A actividade tem por objectivo promover o vinho português junto de um maior número de consumidores e sensibilizar os empresários de restauração, produtores e consumidores para os vinhos produzidos em cada município.
A iniciativa assenta num passatempo a decorrer no site www.ampv.pt, através do qual são oferecidos, aos participantes vencedores, almoços ou jantares para um casal, em data a combinar. O desafio é formular uma frase alusiva ao Dia dos namorados, a qual terá de incluir obrigatoriamente as palavras “amor” e “vinho”, devendo posteriormente a AMPV seleccionar as frases vencedoras. O prazo para concorrer termina às 23H59 do dia 14 de Fevereiro de 2008.
Em Oeiras os restaurantes que aceitaram participar são o “Praia Caffé”, o “Saisa”, o “Windclub”, o “Relento” e o “Fornos do Padeiro”. Os mesmos oferecerão as refeições, incluindo as respectivas bebidas de acompanhamento. No entanto, a autarquia decidiu oferecer também garrafas de vinho de Carcavelos, que servirá como aperitivo ou digestivo.
Paralelamente ao passatempo referido, haverá cupões de participação nos restaurantes aderentes e o seu preenchimento dará a oportunidade de ganhar uma estadia numa Pousada de Portugal.
Participando neste passatempo, além de patrocinar um jantar de puro romance, Oeiras promove o vinho de Carcavelos.
in C.M.O.
para reflectir...
A independência dos jornalistas é um problema chave da liberdade de Imprensa. E a liberdade da Imprensa é condição imprescindível para a Democracia.
Ora, no contexto actual, grande parte dos jornalistas, em Portugal e em muitos outros países do mundo, não gozam da suficiente independência para garantir o exercício dessa liberdade.
Esta falta de independência resulta de factores objectivos, como a insustentável precaridade de emprego ou da apertada promoção na carreira, mas, em especial, por um conjunto de situações criadoras de distorcidas e pouco conscientes limitações.
O contexto social, repleto de redes indecifráveis de ligações políticas, sociais, económicas, culturais, de matriz ideológico-partidária, corporativista, ou até de laços familiares, provoca, em muitos casos, o exercício fácil e espontâneo da auto-censura.
É a falta de independência de muitos jornalistas que, a troco de meia notícia, compactuando com o xadrez do tecido social, leva à exagerada reserva das fontes informativas. A obrigatoriedade da revelação das fontes, que, agora, mais uma vez unidos em bloco central, PSD e PS, - sabe-se lá por que «pecados secretos» - se preparam para exigir, em letra de lei, é também e ainda resultado da conduta de muitos jornalistas.
Em muitos dos casos invocados para a não revelação das fontes, os jornalistas não deveriam compactuar. Deveria fazer parte do código de responsabilidade civil e social exigir a indicação das fontes. Ou seja, a senha de actuação deveria ser esta: «se quer que eu divulgue esta notícia, terei de identificar a fonte».
Mas, para fazer manchete, os jornalistas muitas vezes cedem a fazer reserva dos «informantes qualificados» (?), em muitos casos, os mais interessados na divulgação da respectiva «cacha».
O uso e abuso indiscriminados da reserva à confidencialidade das fontes vão agora originar mais uma «machadada» na já ténue liberdade de informação, como condição indispensável a uma Democracia, em liberdade e responsabilidade.
[ J.M. Paquete de Oliveira - Professor de Sociologia no ISCTE ]
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
«conversa muito franca, aberta e cordial»...
As declarações do Bastonário foram feitas à saída de uma audiência de uma hora com o Presidente da República, no Palácio de Belém, após a qual disse que Cavaco Silva está «muito atento e bem informado» sobre o que se passa no sistema judicial, nomeadamente sobre o funcionamento dos tribunais.
«Os problemas da justiça são do conhecimento do Presidente da República», disse, acrescentando que isso «é um sinal muito tranquilizador, que deve traduzir-se em esperança e confiança» por parte de todos.
Marinho Pinto recusou-se a responder aos jornalistas sobre se tinha falado concretamente das denúncias de corrupção que tem proferido nas últimas semanas.
«O Presidente está tranquilo e tem uma visão muito objectiva e serena sobre o funcionamento do sistema judicial», disse.
«Há instituições do Estado de Direito que porventura não funcionam como deviam funcionar», afirmou, sublinhando que «devemos contribuir para o seu funcionamento».
«É preciso mudar paradigmas de funcionamento dos tribunais», disse, acrescentando ser necessário fazer as reformas que se deviam ter feito com as mudanças que o século 20 trouxe e que se deve «adaptar a justiça ao Estado de Direito».
«Os problemas do funcionamento das instituições de administração da justiça não são problemas sem solução», afirmou.
O bastonário dos Advogados recordou que a administração da justiça assenta em três pilares, os juízes, o Ministério Público e os advogados, mas referiu que «ainda há em Portugal quem se julgue dono da Justiça».
Sobre se não fragilizou ainda mais a justiça com as suas denúncias, disse ser necessário «fazer os diagnósticos das doenças para se encontrarem as curas, mais do que encontrar culpados».
Marinho Pinto disse que «não é à Ordem dos Advogados que compete encontrar as soluções sozinha» e que deve existir «boa fé e empenhamento de todos».
A 25 de Janeiro, em entrevista à Antena 1, António Marinho Pinto declarou que «o fenómeno da corrupção é um dos cancros que mais ameaça a saúde do Estado de Direito em Portugal».
«Há aí uma criminalidade da mais nociva para o Estado, para a sociedade», denunciou, sublinhando: «E andam aí impunemente, e alguns deles a exibir os benefícios e os lucros dessa criminalidade. Alguns, inclusive, ocupam cargos relevantes no Estado português».
Estas declarações levaram o Procurador-Geral da República a abrir um inquérito sobre as acusações que ainda está a decorrer.
Quatro dias depois, na abertura do ano judicial, Marinho Pinto redobrava as acusações, dizendo que são feitos «negócios de milhões com o Estado», cujo objecto são bens do património público, «quase sempre com o mesmo restrito conjunto de pessoas e grupos económicos privilegiados».
Sobre a acusação de José Miguel Júdice sobre uma sua alegada pretensão de se candidatar a Belém, Marinho Pinto disse que «isso era humor» e que não respondia ali a piadas.
[ in lusa/sol ]
Portugueses casam menos e mais tarde
O número de casamentos celebrados em Portugal diminuiu 24,9% entre 2000 e 2006, tendo a idade média do primeiro casamento subido de 27,5 para 29,1 anos nos homens e de 25,7 para 27,5 anos no caso das mulheres, revelam os indicadores sociais relativos a 2006 divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Em 2006, a taxa bruta de divorcialidade cifrava-se em 2,2 por mil, acima dos 1,9 por mil registados em 2000.
A quebra no número de casamentos deve-se à diminuição de 39,6% nos casamentos católicos, tendo os casamentos exclusivamente civis aumentado 2,1%.
Os dados do INE mostram ainda que mais de um em cada quatro casamentos (26,6%) ocorre após o casal ter vivido junto. Este indicador era de apenas 13,3% em 2000.
A percentagem de nados-vivos fora do casamento aumentou de 22,2% em 2000 para 31,6% em 2006, enquanto a idade média da mulher ao nascimento do primeiro filho passou de 26,5 para 28,1 anos.
A dimensão dos agregados familiares também tem vindo a diminuir, com as famílias constituídas por uma ou duas pessoas a representar 45,7% do total em 2006, mais 3,7 pontos percentuais do que os 42% registados em 2000.
As famílias sem filhos aumentaram de 39,8% para 42,8%, enquanto as famílias com um filho passaram de 31,3% do total para 32%.
Nas famílias com mais filhos assistiu-se a uma quebra: nas com dois filhos de 22,2% para 20,3%, nas com três filhos de 5 para 3,9% e nas com quatro ou mais filhos de 1,7 para 1%.
[ in diário digital ]
Simplex 2008...
180 medidas para facilitar a vida
Primeiro-Ministro José Sócrates entrega computador com ligação à internet de Banda Larga a estudante, no quadro do programa e.escolas, na arena de Évora, no âmbito do Governo Presente no distrito de Évora, a 26 de Janeiro de 2008.
A simplificação administrativa e legislativa consagrada nos programas Simplex «é um trabalho sem fim, que não se acaba em uma ou duas legislaturas», disse o Primeiro-Ministro na apresentação do balanço de 2007 e do programa para 2008, em Lisboa, a 8 de Fevereiro. Ao entrar no seu terceiro ano de vida, e «depois do sucesso que o programa tem tido, ninguém se atreverá a alterar» esta política de modernização da Administração pública, pois «esta é uma tarefa da maior importância para o País, porque a capacidade de competirmos na economia mundial deriva da capacidade de nos modernizarmos», disse José Sócrates. Quanto ao programa de 2008, o PM disse que «representa a ambição de uma Administração Pública que quer dar continuidade a uma linha de simplificação para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos». O Simplex 2008 inclui 180 medidas, entre as quais a criação do balcão sénior, com serviços e informações sobre reformas, tempos livres ou saúde; a substituição das certificações escolares de habilitações por comunicação directa entre serviços; a marcação simplificada de consultas de saúde; a simplificação da prescrição de medicamentos para doentes crónicos; a renovação mais simples e rápida da carta de condução; e a consulta on-line dos preços dos combustíveis. Para as empresas, destaca-se o agilizar o licenciamento de estabelecimentos e actividades de animação turística, centros escolares ou instalações desportiva; a criação de uma bolsa de Emprego para o Turismo; e a simplificação do cumprimento de obrigações perante a Autoridade para as Condições do Trabalho. O programa de 2007, com 235 medidas, teve uma taxa de execução de 83,3%, tendo 183 sido integralmente cumpridas 22 parcialmente cumpridas e 30 não concretizadas. Das 149 destinadas a facilitar a vida aos cidadãos, 81,8% foram executadas; das 84 destinadas a facilitar o trabalho das empresas 75,6% foram executadas. Pedro Silva Pereira, o Ministro da Presidência, responsável pelo programa, referiu alguns números significativos: foram emitidos de 3,8 milhões de documentos únicos automóveis; foram vendidos electronicamente 2,3 milhões de selos para veículos; foram emitidos 365 mil passaportes electrónicos; 22 mil recém-nascidos foram registados nas Maternidades, sem deslocação dos pais ao Registo Civil; 65% dos contribuintes utilizou a via electrónica para declarar o IRS; o Diário da República passou a ser electrónico e registou 15,5 milhões de acessos; foram criadas 41 mil empresas «na Hora», num processo que em Dezembro demorava, em média, 49 minutos; foram criadas 862 empresas pela internet; das marcas registadas 85% foram-no on-line; foram emitidas 497 mil certidões através da internet, sem gasto de papel; 90% das empresas entregou a informação empresarial simplificada pela internet.
in portal do Governo
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Isaltino Morais sob suspeita
PJ faz buscas na câmara de Sesimbra e em empresa do Espírito Santo
A Polícia Judiciária está, desde a manhã desta segunda-feira, segundo o Expresso on-line, a realizar 11 buscas no âmbito de uma investigação sobre uma permuta de terrenos da Aldeia do Meco com a Mata de Sesimbra.
A investigação está relacionada com uma decisão tomada em 2003 por Isaltino Morais, enquanto Ministro do Ambiente e Ordenamento do Território (actual autarca da câmara de Oeiras).
Segundo avança o Expresso, a ESPART, empresa do Grupo de Espírito Santo, a Câmara de Sesimbra, e a Pelicano, a imobiliária promotora do projecto, são alguns dos alvos da investigação. As buscas foram ordenadas pelo Ministério Público e estão a ser efectuadas por inspectores da Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF).
Isaltino Morais reagiu, assegurando nada saber sobre as investigações da Polícia Judiciária. «A minha posição sobre o assunto foi apenas no sentido de assinar o protocolo que evitou que o Estado português fosse punido pelo Tribunal Arbitral relativamente aos terrenos dos proprietários alemães. Agi apenas em defesa dos interesses do país», abordou.
Apesar de essa sua posição ter sido criticada na altura, uma vez que foi uma das suas últimas decisões antes de deixar o Ministério, Isaltino assegura que tudo foi escrutinado: «Foi tudo feito após decisão da Câmara e Assembleia Municipal de Sesimbra, para além de ter sido apreciada pela Procuradoria Geral da República. Evitou-se que fosse paga uma grande indemnização, mas se o plano entretanto não seguiu isso já não me diz respeito».
Presidente da Câmara confirma
O presidente da Câmara de Sesimbra confirmou à agência Lusa a realização das buscas da Polícia Judiciária, que levaram cópias de documentos relativos ao plano de pormenor da Mata de Sesimbra.
Em declarações à Agência Lusa, Augusto Pólvora, relatou que inspectores da PJ estiveram nas instalações da Câmara Municipal entre as 09h30 e as 12h30, em cumprimento de um mandato de busca datado do mês passado mas que só esta segunda-feira foi executado.
Entre outros documentos, os inspectores levaram «cópias da versão final» do plano de pormenor da Mata de Sesimbra, que já foi aprovado pelo executivo da Câmara Municipal e que deverá ser objecto de deliberação da reunião da próxima sexta-feira da Assembleia Municipal de Sesimbra.
A PJ levou ainda cópias de pareceres de várias entidades sobre a elaboração do plano de pormenor, incluindo o parecer da Procuradoria Geral da República, que está publicado em Diário da República.
Filipe Caetano
polícia judiciária vai arquivar caso Madeleine
O jornal expresso diz que o director da PJ terá tentado preparar opinião pública para eventual arquivamento do processo.
Assim sendo tudo indica que deverá ser dado por concluída e arquivada a investigação sobre o desaparecimento de Madeleine, já que não têm surgido novos desenvolvimentos e não foram reunidas provas suficientes para explicar o que aconteceu à Madeleine a 3 de Maio de 2007. As declarações de Alípio Ribeiro terão servido para preparar a opinião pública para este desfecho, de acordo com as informações do jornal de Balsemão.
António Pereira Coutinho
domingo, 10 de fevereiro de 2008
e assim se faz pela Vida...
e tu... sim tu! de que forma contribuis para mudar isto ? o senhor do video ao menos tenta fazer qualquer coisa e que se reconheça: com muito bom humor.
bom domingo e óptimos pensamentos,
vasco meirelles
sábado, 9 de fevereiro de 2008
municípios reduziram o endividamento bancário
Administração local com saldo positivo
de 280 milhões de euros
Administração local com saldo positivo
de 280 milhões de euros
Este resultado positivo é o mais alto registado desde 1998
O endividamento líquido bancário acumulado da Administração Local, apresentou no
final de Agosto de 2007, um saldo positivo de 280 milhões de euros. Este valor resulta
da diferença entre os saldos dos passivos (dívida que decorre de financiamento
bancário) e dos activos dos Municípios face às instituições financeiras (depósitos, títulos
etc).
Regista-se uma redução do endividamento líquido bancário relativamente ao período
homólogo do ano anterior, de que resulta um aumento do superávit de cerca de 272
milhões de euros.
O Montante de capital em dívida junto da banca decresceu 60% face ao período
homólogo do ano anterior.
Este resultado positivo registado é o mais alto desde 1998, representando, por um
lado, o inequívoco decréscimo do recurso ao crédito bancário, mas também o
aumento da liquidez da Administração Local.
[Oscar Lima]
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Alípio Ribeiro resiste em silêncio a coro de críticas
O ministro da Justiça desloca-se ao Parlamento na próxima quarta-feira, 13, para tentar explicar aos deputados o sentido das polémicas declarações do director nacional da Polícia Judiciária (PJ) sobre o caso Maddie. Alberto Costa terá de justificar o não afastamento de Alípio Ribeiro, depois de o seu amigo de longa data ter falado sobre a investigação, considerando que houve “precipitação” em constituir os McCann arguidos.
A audição de Alberto Costa foi requerida com urgência pelo CDS-PP, que considerou ser “insuficiente” a reacção do ministro às palavras de Alípio Ribeiro. Para o deputado Nuno Melo, das duas uma: “Ou a afirmação do director da PJ é verdadeira e isso significaria um sistema judicial fora de controlo, ou é falsa e, nesse caso, Alípio Ribeiro não podia ficar nem mais um dia à frente da PJ”.
Magistrados e antigos directores da Judiciária contactados pelo CM, além de políticos de vários quadrantes, concordam que Alípio Ribeiro violou o dever de reserva e pôs em causa a credibilidade de toda a investigação.
“O facto de o director da PJ continuar em funções significa tudo o que penso sobre essa matéria”, limitou-se a dizer o ministro. Ontem, foi a vez de o Presidente da República ser questionado sobre este assunto, mas Cavaco Silva entendeu “não comentar publicamente as declarações do senhor director da PJ”.
Por outro lado, o líder parlamentar do PSD, Pedro Santana Lopes, disse: “Fiquei surpreendido. Só razões muito fortes podem explicar o que foi dito”. Caso contrário, as palavras do responsável máximo da PJ “são incompreensíveis”.
MCCANN CRITICAM SITE INGLÊS
Nigel Moore garante que todo o dinheiro angariado não é para si, mas certo é que o autor do site www.mccannfiles.com tem uma conta de donativos aberta para manutenção daquilo a que chama “descobrir a verdade” sobre o desaparecimento de Maddie. “Já passei mais de 500 horas a pôr o site na ordem e espero que apreciem o meu esforço em levantar as questões que outros media, inexplicavelmente, não exploram”. Clarence Mitchell, porta-voz dos McCann, desaconselha qualquer apoio a um site não oficial, recorda que o autor “não pediu qualquer consentimento” à família para a sua criação e que “as pessoas não se devem dispersar do objectivo de encontrar Madeleine”. Nigel, 48 anos, reage: “Eu não tenho patrocinadores ricos atrás de mim” para a manutenção de um site onde se pode ler todo o passado do casal e a história do mistério, a par e passo, deste o primeiro dia.
CRÍTICAS A ALÍPIO
"Ele matou a investigação da PJ quando disse que houve precipitação."
Marcelo Rebelo de Sousa, comentador político
"Provocou danos irreparáveis à imagem da PJ. Devia ser demitido."
Pacheco Pereira, comentador político
"A leviandade com que faz estes comentários desaconselha que possa dirigir uma polícia de investigação."
Lobo Xavier, comentador político
"São declarações muito infelizes. Alguém terá de esclarecer isto."
Jorge Coelho, comentador político
"São declarações graves. E houve precipitação, sim, mas do director da PJ. "
Fernando Negrão, ex-director da PJ
"As declarações são precipitadas, gravíssimas e escusadas. Denotam uma ausência de responsabilidade e ofendem a credibilidade da PJ e do MP."
Rui Rangel, juiz
"Eu não tinha sido tão sincero. Não faria declarações sobre um processo que está em investigação e que tem um responsável, que é um procurador."
Marques Vidal, ex director da PJ
Ana Luísa Nascimento / Henrique Machado - correio da manhã
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Primeira Caminhada de 2008 :)
Caros Amigos,
Vamos iniciar as nossas actividades de caminhadas, pelo que venho
convidá-los para a primeira caminhada do ano que se irá realizar no próximo
domingo, dia 10 de Fevereiro, perto de Fanhões, no concelho de Loures.
A partida será às 10h00m. O itinerário para chegar ao ponto de encontro é o
seguinte:
- Seguir pela A9-CREL e sair na saída nº 6, onde diz TOJAL/BUCELAS;
- Passar a portagem e no cruzamento/rotunda seguir por onde diz
TOJAL/LOURES;
- Na próxima rotunda sair por onde diz FANHÕES;
- No cruzamento a seguir virar à esquerda onde diz FANHÕES/PINTÉUS;
- No cruzamento a seguir virar à esquerda onde diz FANHÕES/SOCORSUL;
- Passar ao lado da fábrica SUPERBOCK que fica do lado esquerdo;
- Passar pelo viaduto por cima da A9-CREL;
- No cruzamento a seguir virar à direita onde diz FANHÕES/SOCORSUL;
- Passar ao lado da fábrica ROBBIALAC que fica do lado esquerdo;
- Passar ao lado da fábrica SOCORSUL que fica do lado esquerdo;
- Logo a seguir à SOCORSUL existe uma descida com uma ponte na curva;
- Imediatamente a seguir à ponte existe à esquerda uma estrada desactivada
sem saída onde será o nosso ponto de encontro. Para referência, desde a
saída da A9-CREL até ao ponto de encontro são cerca de 15 minutos.
É necessário trazer botas ou ténis de montanha. Saliento que não existe
seguro, pelo que todo o cuidado é pouco. Devem também trazer almoço tipo
piquenique, cantil com água, roupa confortável. Não é necessário inscrição,
basta aparecer no dia e no local, antes das 10h00m. A caminhada realiza-se
mesmo que chova optando-se, neste caso, por um percurso mais curto. Caso
chova devem trazer roupa impermeável e uma muda de roupa seca. Podem
divulgar esta mensagem junto dos vossos amigos, pois a caminhada é aberta a
todos e é gratuita. Prevê-se terminar a caminhada por volta das 16h30m. A
extensão ronda os 15 km.
Por último, envio-vos o site de fotografias da nossa última viagem de
aventura a terras de Cuba, em Janeiro último: http://cuba.paginas.sapo.pt A
próxima viagem de aventura será em Dezembro de 2008 à Tanzânia. Serão três
semanas a fazer safaris no Parque Serengeti e na cratera de Ngorongoro, a
caminhar na montanha Quilimanjaro e, por fim, conhecer as praias e a cidade
de pedra na Ilha de Zanzibar. Para mais informações contactem-me.
Um abraço a todos!
Fernando Brioso
fernando.brioso@meo.pt
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Cede-se este Blog!
Caros leitores (ex!),
na sequência de um péssimo aproveitamento deste blog... informo que se alguém tiver interesse em agarrar este espaço... que me informe via email!
cumprimentos Oeirenses,
Vasco
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Mensagem de Dom Duarte de Bragança
Acaba de ser editado uma biografia minha, da autoria do Professor Mendo Castro Henriques intitulada " D. Duarte e a Democracia". Esta Obra aborda as minhas preocupações e actividades no campo da cultura, da solidariedade e da política, e inspira-me algumas reflexões que gostaria de compartilhar convosco.
Penso que nós Portugueses, atravessamos há muito, como país, uma crise depressiva. Iludimo-nos com esperanças ingénuas, procuramos panaceias para as angústias que nos acometem e deixámo-nos embalar por vezes com a ideia de que a nossa vida será fácil, mesmo sem grande esforço. Tivemos determinadas indicações que nos deram a ilusão que estaríamos a recuperar atrasos relativos já seculares.
Tanto bastou para que nos antecipássemos precipitadamente a desperdiçar rendimentos que ainda nem sequer tínhamos gerado. Hipotecámos parte do nosso futuro, que estava longe de estar assegurado, na pressa de adoptarmos padrões de vida, hábitos de consumo e regalias sociais que excediam as possibilidades ao nosso alcance.
Estamos a pagar essa ilusão efémera com uma profunda e demorada crise que não se limita a ser financeira, mas é económica, social e cultural. Pior. Tomou-se numa crise de auto-confiança. Saltou-nos mesmo a dúvida sobre a capacidade de nos mantermos como país independente. Recentemente, chegámos ao ponto de sondar, em plena crise, a opinião pública sobre a hipótese de nos integrarmos na Espanha. E alguns, mais desesperados, acharam mesmo que podia ser alternativa a considerar o entregarmo-nos voluntariamente na dependência política dos nossos vizinhos, sem se lembrarem de que passamos por uma conjuntura em que eles ostentam pujança e prosperidade e nós exibimos em tudo debilidades.
Não é apenas de hoje uma certa tendência para o desânimo quando as coisas não correm de feição. Os Portugueses já provaram que são capazes de resistir, de sofrer com estoicismo e de operar grandes realizações. Os Portugueses espalhados pelo mundo evidenciam virtualidades que muitas vezes aqui são omitidas e desconhecidas.
Por toda a parte são, com frequência, tidos entre os melhores, não apenas em tarefas menos qualificadas, mas também nas mais sofisticadas actividades. Os emigrantes portugueses honram a portugalidade. E há presentemente provas já dadas de competitividade no mundo, de muitas empresas portuguesas em qualquer dos sectores da actividade económica, desde a produção agrícola aos sectores secundários e terciários. Nomes portugueses na ciência, na cultura, nas artes, no desporto, não têm deixado de emergir com notoriedade no estrangeiro.
Sobretudo não nos podemos esquecer que há boas razões para crer que, feitos os ajustamentos indispensáveis nas nossas estruturas e mentalidades, se toma possível o arranque para recuperar atrasos agravados no último século. O simples facto de estarmos, em liberdade, por determinação própria, a atravessar dolorosos sacrifícios e a passar por transes difíceis, nos deve animar para que, longe de nos perdermos em azedume derrotista, sigamos o exemplo de tantos que, entre nós pelo trabalho, pela perseverança, pela criatividade, pela seriedade, desmentem a generalização dos defeitos que nos são atribuídos.
Alimentada com o nosso passado de verdadeiros criadores da primeira globalização, a nossa posição de charneira na Europa assente na lusofonia espalhada pelo Mundo, conferindo-nos vantagens que não podemos deixar aproveitar.
Há muito de aventura na receita para o nosso triunfo, é certo. Mas sempre foi a sã ousadia que nos trouxe as maiores realizações. É preciso melhorar a componente cultural do ensino e demonstrar que Portugal é um país viável. O ensino da História pode contribuir muito para a nossa auto-estima se for ministrado com uma pedagogia inteligente e respeito pela verdade. Infelizmente tem servido mais como instrumento de manipulação ideológica ou simplesmente esquecido ...
Em particular nas questões do Mar, Portugal tem uma oportunidade à sua escala, se apostar no conhecimento e na qualidade. Não se pode adiar mais a implantação de meios e sistemas de coordenação entre autoridades competentes que conhecem os abundantes recursos marinhos nos dois milhões de quilómetros quadrados da nossa Zona Económica Exclusiva.Por exemplo, é urgente lutar pela manutenção da Escola de Pesca da Marinha Mercante, única em Portugal e em risco de desaparecer!
Quero aproveitar para saudar o Presidente Lula da Silva, convicto defensor da lusofonia, ao instaurar o dia 12 de Outubro como o " Dia da Língua Portuguesa". Não podemos ficar atrás do interesse brasileiro pela língua comum. Pessoalmente louvo aqui dois exemplos. A Biblioteca Nacional da Lisboa apresentou a exposição "Henrique Barrilaro Ruas: erudito monárquico na república". Está lá a sua actividade religiosa e política, actividade camoniana, actividade cultural - de um homem e um pensamento pouco conhecidos que marcou, com a discrição que se lhe reconhecia, mais de meio século da vida cultural nacional.
Recordo, a propósito, o Centenário do nascimento de Agostinho da Silva, figura ímpar da cultura luso-brasileira. Intuiu a superior vocação da cultura portuguesa e lusófona como a de oferecer ao mundo o seu espírito fraterno e universalista. E assim foi ele o inspirador da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, propondo o diálogo da cultura lusófona. Dizia Agostinho da Silva que o Portugal na Idade Média, era um país "Mono - Árquico, cujo Rei era um arco, uma ponte, entre as várias facções do país. Dizia também que quem "manda" não é o chefe do governo ou das facções do país, mas quem as concilia e lhes dá sentido comum. É esse o Rei. Não um Rei que legisle: não um Rei que governe; não um Rei que se apresente como salvador espiritual. Mas um Conciliador informado do sentido comum que o País quer.
Não posso também deixar de denunciar o processo de desertificação do País que se vem agravando. Para tal contribui o desequipamento do interior, o "encerramento" das aldeias, o fecho das maternidades, o empurrar da população para o litoral, o crescimento suburbano desordenado, o desaparecimento da agricultura local. Como disse em Mensagem anterior, " A destruição da memória e das culturas e a desertificação não podem ser travadas por visões sectoriais e economicistas do desenvolvimento regional, porque desconhecem a essência dos diferentes elementos vivos constituintes do território, a complexidade do seu relacionamento, a evolução das suas formas e o funcionamento dos sistemas ecológicos em que se integram." Creio que todas as falsas soluções agitadas resultam de um grande vazio cultural e ideológico.
O chamado "choque tecnológico" tem-se traduzido, sobretudo, no desaparecimento da diversidade, e a diversidade é essencial à manutenção da cultura. E o vazio cultural e ideológico está sempre à espera de ser ocupado pelas boas ou pelas más doutrinas.
Parece-me urgente a criação de um período de "Serviço Cívico" no qual os jovens adquirissem um sentido de responsabilidade perante a sua comunidade e o país. De certo modo iria compensar a falta que faz na formação da personalidade o antigo serviço militar colmatando assim uma lacuna, que temo, que o futuro venha a penalizar.
À medida que se aproxima o Centenário do 5 de Outubro, querem alguns convencer-nos que a saudável convivência entre Portugueses, espelhada numa Constituição, é uma criação da República. Não podemos aceitar esta falsificação. O Constitucionalismo português não nasceu em 1910, nasceu com a Monarquia no séc. XIX. Assim pensam os novos historiadores, sociólogos, juristas e filósofos. Assim pensam todos os que se informam.
Foi o Estado Novo, ou IIª República, que apagou a memória da monarquia constitucional, com o intuito de justificar a ditadura, atribuindo ao parlamentarismo e às liberdades públicas a origem dos males do país. Não deixemos que agora, na democracia da IIIª República, cujas imperfeições temos apontado, se esqueçam as profundas verdades do Constitucionalismo Monárquico, as verdades da tradição portuguesa, de que as várias constituições republicanas se têm desviado com graves custos para o povo português.
A Carta Constitucional continha os princípios do Portugal contemporâneo e da modernidade política: o Estado de Direito com os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos; o direito civil codificado com a defesa do indivíduo e da propriedade, o parlamento pluripartidário, a separação dos poderes, a independência do poder judicial, o direito de voto, o respeito pela religião e finalmente, o poder moderador do rei. E essas "grandes conquistas" do séc. XIX foram prejudicadas com a queda da monarquia. Os tiros brutais do regicídio cortaram a evolução do país em direcção aos países europeus da época, assassinando o Rei e o Príncipe Real mas também deitando por terra um regime e uma representação que nos integrava na Europa desenvolvida.
A Carta, longe de ser uma curiosidade morta de um passado distante, é um código fundamental da experiência histórica portuguesa. É um enunciado de princípios e de regras de validade perene. Deve inspirar-nos no tempo presente. Apesar das vicissitudes que sofreu, serviu como Lei Fundamental do País entre 1826 e 1910 e foi tida em conta na elaboração de todos os textos constitucionais subsequentes. Consagrava grandes princípios como sejam a continuidade constitucional, o Primado da Lei, a liberdade individual, a separação de poderes e a partilha da soberania. Perante a vitalidade destes grandes princípios, a Constituição de 1976 repôs o caminho para a democracia embora ainda com preconceitos ao consagrar a exclusividade republicana do regime. Mas como escrevi recentemente, em prefácio à minha biografia «necessitamos de uma revolução cultural que permita encontrar um caminho viável para o nosso futuro, um caminho respeitador da vontade nacional que seja pedagógico, que não se conforme com as decisões erradas, fruto da ignorância, prepotência, desonestidade ou demagogia dos responsáveis e por isso mesmo, um caminho para uma verdadeira e autêntica democracia».
A instituição real é fonte de soluções neste caminho: a chefia de Estado dinástica aperfeiçoa elementos positivos da evolução da democracia. Dom Afonso que perfaz dez anos, está hoje aqui presente. Também eu acompanhei o meu querido Pai a partir dessa idade, seguindo-lhe os passos e os actos com o discernimento que então me era possível. Dele sempre recordo as palavras que uma vez proferiu: "não sou monárquico porque sou príncipe, sou monárquico por convicção". Transmitirei esse ensinamento aos meus filhos. Com a sua juventude, D. Afonso é penhor fundamental de que a dinastia está associada à modernidade politica em Portugal e ao caminho para uma plena democracia; nele e nos seus irmãos Maria Francisca e Dinis, depositamos a esperança de que venham a servir Portugal como o fizeram os reis meus avós a bem do futuro do nosso querido país.
Viva Portugal!
Dom Duarte de Bragança
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Planeta Azul
O blog de Oeiras vai decididamente tomar o seu rumo e dar um passo mais à frente.
Sem muitas palavras, informo-vos que Joaquim José de Carvalho e Melo faleceu no dia 24 de Abril deste ano em sua casa vitima de doença prolongada.
Foi-me entregue no passado dia 16 de Julho, a pedido do próprio via sobrinho, uma carta manuscrita pelo sobrinho onde depois de uma curta e dolorosa despedida me entrega o login de acesso a este blog, do email do blog, bem como toda a história dos ultimos tempos na tentativa de recuperação do que o moveu no arranque do blog por si criado: Oeiras Local, estatelado no que está à vista de Todos!
Só agora ganhei coragem para ir em frente. Estou neste momento a juntar parcerias para em conjunto tornar-mos "Oeiras" na referência que merece.
Para já deixo-vos este pequeno apontamento.
Até breve,
Vasco Meirelles
quinta-feira, 19 de abril de 2007
A entrevista de José Sócrates
José Sócrates deu explicações sobre o seu percurso académico, a oposição fez interpretações. O comentário da Editora de Política do Expresso
[Cristina Figueiredo - Expresso]
sábado, 14 de abril de 2007
Estatuto do Aluno
Reforçada autoridade dos professores e da escola
O Governo aprovou, em 12 de Abril, a proposta de Lei do Estatuto do Aluno, visando reforçar a autoridade dos professores e das escolas do Básico e do Secundário e, ao mesmo tempo, o envolvimento e responsabilização dos pais.
As medidas disciplinares, excepto a transferência ou expulsão de escola, passam a ser aplicadas pelos professores ou órgãos das escolas, assegurando necessariamente o direito de defesa dos alunos.
Todo o mecanismo de aplicação de medidas disciplinares ou correctivas é simplificado e desburocratizado.
A Ministra de Educação referiu que «haverá também uma maior frequência da transmissão aos encarregados de educação sobre as faltas injustificadas» e «passará a existir uma obrigatoriedade de prestação de exame para os alunos que ultrapassem o limite das faltas injustificadas».
[in Portal do Governo]
quinta-feira, 12 de abril de 2007
Sócrates diz que não se sente “fragilizado” com polémica sobre o seu percurso académico
No momento escolhido para se “defender” das notícias publicadas nas últimas três semanas sobre o seu percurso académico, José Sócrates afirmou que a polémica que o envolveu não o perturbou.
“Não me sinto nada fragilizado”, disse o primeiro-ministro, na entrevista emitida ontem à noite pela RTP.
Questionado sobre se sentia bem na “pele de primeiro-ministro”, Sócrates respondeu estar “perfeitamente à-vontade”, citando depois o lema de vida de Sousa Franco, uma frase de Horácio: “Quem teme tempestades acaba a rastejar.” Ora, disse o primeiro-ministro, “eu não temo tempestades”.
A declaração foi feita após mais de meia-hora de explicações sobre as falhas no processo curricular de Sócrates publicadas no PÚBLICO e no “Expresso” dos últimos dias.
O primeiro-ministro começou por justificar a razão pela qual só decidiu agora falar sobre o caso, explicando que preferiu que terminasse a inspecção realizada na Universidade Independente, instaurada pelo Ministério do Ensino Superior na sequência da luta de poder que rebentou naquela instituição no fim de Fevereiro.
José Sócrates salientou, a esse propósito, ter feito prevalecer “aquilo que devem ser as responsabilidades do primeiro-ministro”, em detrimento da sua própria imagem pessoal, marcando depois o fim do silêncio: “Chegou o momento de me defender”, frisou, reconhecendo mais à frente: “Percebo que houvesse muito gente com legítimas dúvidas”.
Todos os diplomas
O chefe do Governo começou depois a indicar todas as suas habilitações, revelando documentos relativos à conclusão do bacharelato em Coimbra, às cadeiras que frequentou no curso do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL), à licenciatura na Universidade Independente (UnI) e a um MBA no ISCTE.
Na sequência dessa exposição, questionado por quatro vezes sobre as razões que o levaram a transferir-se do ISEL para a UnI, José Sócrates apresentou três razões: o ISEL dava equivalência a uma licenciatura enquanto o curso da Independente era uma licenciatura; a Independente “era perto do ISEL”; e a Independente “apostava no regime pós-laboral”.
O curso que José Sócrates frequentou no ISEL tinha, também, um regime pós-laboral. A licenciatura na UnI ia então apenas no segundo ano, não possuindo ainda prestígio.
O primeiro-ministro insistiu depois na negação de que terá sido favorecido na UnI. Para tal, deu como exemplo o requerimento que consta do seu “dossier” naquela universidade, em que pede para ali ingressar, e que data de 12 de Setembro, quando Sócrates era deputado do PS. No seu entender, este facto “destrói por base a ideia de que foi o processo pensado para alguém que era membro do Governo”.
Relativamente ao certificado de habilitações do ISEL, entregue após 8 de Julho de 1996, quando Sócrates já estaria a terminar o seu ano lectivo na UnI, o primeiro-ministro admitiu que o reitor aceitou a sua candidatura presumindo “a sua boa fé” e alegou que o atraso foi da responsabilidade do ISEL.
Culpas foram para a UNI
Por sua vez, sobre o facto de quatro das notas da UnI terem sido lançadas em Agosto, o primeiro-ministro disse que “um aluno não é responsável pelo funcionamento da UnI”, presumindo depois, no entanto, ser normal os professores fazerem-no. Sócrates acrescentou não ter concluído nenhum exame nesse mês, mas “muito antes”.
O primeiro-ministro salientou que fazia parte de uma turma “especial”, criada por alunos oriundos de outras instituições, para explicar a razão pela qual o seu professor de Inglês Técnico, o reitor Luís Arouca, não terá sido o regente dessa cadeira do curso de Engenharia Civil.
Na sequência dessa resposta, justificou ter feito só cinco cadeiras por indicação da Independente. “Fiz as cadeiras que a UnI disse que devia fazer”, frisou, aduzindo ter frequentado as aulas “com esforço”, embora não fosse “a todas”.
Quatro dessas cadeiras surgem como tendo sido leccionadas por António José Morais – uma coincidência que José Sócrates refutou estar relacionada com o facto desse docente ser do PS e ter sido nomeado para cargos de direcção durante os dois últimos governos socialistas.
Sobre a sua competência, o primeiro-ministro elogiou “o nível de habilitações” do professor, mas, questionado sobre processos disciplinares instaurados contra ele, respondeu: “São notícias, li isso nos jornais.”
Sócrates empunharia ainda recibos para atestar o pagamento de propinas. E, sobre o facto de ter usado como forma de se despedir, numa carta ao reitor Luís Arouca, antes de ter aulas na Independente, a expressão “do seu José Sócrates”, garantiu que “costuma sempre terminar as cartas desta forma”.
Perguntado depois sobre a Biografia dos Deputados, em que aparece como “engenheiro civil”, Sócrates disse existirem dois documentos que estiveram na origem desse livro. Mas sublinhou: “Não me lembro disso. Foi há 14 anos.”
[in Público - Ricardo Dias Felner]
terça-feira, 10 de abril de 2007
A MARGEM DO POEMA
Editora Indícios de Oiro e Edições Pasárgada
promovem noite poética no Centro Cultural de Cascais
AMANHÃ, 11 de Abril, quarta-feira, às 21 horas, a poesia sobe ao palco do auditório do Centro Cultural de Cascais. A Margem do Poema que será promovido pelas editoras Indicíos de Oiro e Pasárgada e pela Fundação D. Luís I, com o apoio da Câmara Municipal de Cascais, contará com os textos dos poetas Ana Viana, Cristina Maria da Costa, Cristiana Veiga Simão, Iacyr Anderson Freitas, Júlio Conrado, José Jorge Letria, Luis Serguilha, Orfeu B. e Ozias Filho. O evento será contemplado ainda por interpretações do pianista argentino Fernando Severo Altube. O Centro Cultural de Cascais fica na Av. Rei Umberto II de Itália, S/N, ao lado do forte Cidadela.
[Vasco Meirelles]
segunda-feira, 9 de abril de 2007
Momentos
«Alto freixo redondo apazigua
Entre verdes pinhais a minha aldeia,
E, toucado de pássaros, à lua,
Parece uma mulher que se penteia.
Pede-lhe o vento norte segurança,
Toca-lhe o pé água de fresco poço;
Eu, tornado a meus olhos de criança,
Em seu casto perfil me sinto moço.
Seus ramos vejo como via os anjos
Que à vida me trouxeram pequenino.
Ó imaginação, que altos arranjos
Fazes às coisas simples transtornadas:
Vinhas em flor, um breve freixo fino,
Cães, colmeias sem mel, águas passadas! »
[Vitorino Nemésio - in Nem toda a noite da vida, 1953]
domingo, 8 de abril de 2007
Semana da Saúde: VIVA Mais!!!
De 11 a 15 de Abril,
Das 15h às 19h, dias úteis e das 10h às 19h, Sábado e Domingo
JARDIM MUNICIPAL DE OEIRAS
Informações:
Divisão de Assuntos Sociais - Sector Saúde
Tel: 21 440 85 06
sábado, 7 de abril de 2007
Ditas e Soltas...
"É tempo de nos preocuparmos com a qualidade da nossa democracia (...) Temos de aprofundar a dimensão ética da cultura republicana e sublinhar a necessidade de transparência das instituições e de moralização da vida pública".
"A corrupção tem um potencial corrosivo para a qualidade da democracia que não pode ser menosprezado. Como tal, todos devem ser chamados a travar a batalha da moralização da vida pública, a bem da democracia e a bem da República".
"Quero propor um compromisso cívico, um compromisso para a inclusão social, que envolva as forças políticas e congregue as instituições, as autarquias e as organizações da sociedade civil."
"Quero interpelar directamente os Portugueses, todos e cada um, exortando-os a reflectir sobre o que desejam e o que se dispõem a fazer pelo seu País (...) quero fazer um apelo a que não se resignem e que não se deixem vencer pelo desânimo ou pelo cepticismo".
"Os desafios que Portugal enfrenta neste momento histórico exigem uma magistratura presidencial que favoreça consensos alargados em torno dos grandes objectivos nacionais"
"Muito do que seremos, nas próximas décadas, enquanto povo e enquanto nação, dependerá do esforço que fizermos na área da ciência e do conhecimento e da nossa capacidade em traduzirmos os resultados da investigação em valor económico e social".
"Portugal deve saber cultivar a iniciativa empreendedora que tem permanecido muito tímida e promover a inovação como factor competitivo principal da sustentabilidade empresarial."
[Presidente da República - Anibal Cavaco Silva]
sexta-feira, 6 de abril de 2007
Câmara manda retirar cartaz do «Gato Fedorento»
Segundo uma nota do gabinete do vereador dos Espaços Públicos, António Proa, o cartaz dos «Gato Fedorento», colocado ao lado do do PNR, «não possui licença camarária».
Caso a notificação para a retirada do cartaz não seja cumprida, a autarquia vai «proceder à sua remoção coerciva», que terá que ser paga pelo infractor.
Onde o PNR defende que «Basta de Imigração», com a imagem de um avião a descolar e a mensagem «Façam boa Viagem», os humoristas contrapõem «Mais Imigração!», com a imagem de um jacto a aterrar acompanhado da legenda «Bem-vindos!».
A sátira à mensagem do PNR estende-se a outras frases que os «Gato Fedorento» colocaram no cartaz: «a melhor maneira de chatear estrangeiros é obrigá-los a viver em Portugal» e «Nacionalismo é parvoíce».
As caras dos quatro humoristas surgem caracterizadas à semelhança do presidente do PNR, José Pinto Coelho, com bigode e pêra, e reproduzindo a sua expressão facial no cartaz que na semana passada originou polémica pela mensagem contra a imigração e que foi vandalizado no dia a seguir a ser colocado.
A nota da autarquia refere que em relação ao cartaz do PNR, cujas mensagens ficaram praticamente ilegíveis depois do vandalismo, «não tem capacidade legal» para o remover, ressalvando que «a lei confere total liberdade» às forças políticas e que a autarquia não pode agir «mesmo quando a razoabilidade e o bom senso assim o pareçam exigir».
[in TSF 5.Abr.2007]
quarta-feira, 4 de abril de 2007
A Margem do Poema - aqui a um passo de Oeiras!
No próximo dia 11 de Abril de 2007, quarta-feira, ler-se-á poesia no auditório do Centro Cultural de Cascais.
segunda-feira, 2 de abril de 2007
Cartaz do Partido Nacional Renovador não é ilícito
Cartaz ficará um mês no Marquês de PombalA Procuradoria-Geral da República (PGR) considerou que o cartaz colocado pelo Partido Nacional Renovador no Marquês de Pombal, não é ilícito, informou hoje em nota enviada ao Público. O cartaz permanecerá exposto até 2 de Maio com o slogan «Portugal aos portugueses. Basta de imigração, nacionalismo é solução».
A PGR explica «O cartaz exposto em Lisboa por um partido político não preenche, por si só, os elementos típicos de ilícito criminal», realça também, que «acompanha as acções e declarações dos responsáveis pelo cartaz, no sentido de apurar se o mesmo poderá vir a constituir um veículo para a criação de condições que levem à prática de actos contra imigrantes».
O Ministério Público «está atento» garante Lopes Rego, procurador da Republica junto do Tribunal Constitucional, e agirá «no momento em que entender que tem fundamento legal». «As situações não são assim tão lineares», salientou em declarações ao Público, lembrando que o TC, num acórdão de 1994, indeferiu a extinção do Movimento de Acção Nacional, apesar de ter considerado que este tinha «algumas características que se aproximam» de «organização de ideologia fascista». Porém, não as considerou consistentes o suficiente para a extinção, «tendo em conta que se não provou o carácter violento da organização».
O Presidente do PNR, José Pinto Coelho, adverte que sabe «que andam a conspirar, mas não têm por onde pegar. Não aceito que ministro nenhum nos intimide».
José Pinto Coelho explica ainda, em declarações ao Público, que, «estamos claramente a denunciar uma política de imigração de portas abertas, suicida e irresponsável», afirmou, realçando que ele próprio foi emigrante durante três anos. «Sei perfeitamente o que é estar longe do país, sei que há muitos imigrantes em Portugal que são honestos e que nos respeitam, mas há muitos que são marginais e esses têm que levar uma guia de marcha.»
Segundo Pinto Coelho, o cartaz «é forte, polémico», mas «está dentro da lei», e apesar de já ter sido «vandalizado», o cartaz «único», concebido «pela prata da casa», ficará no Marquês «até 2 de Maio».
(c) PNN Portuguese News Network
quarta-feira, 28 de março de 2007
Robert Anton Wilson faleceu :(
Presto aqui a minha homenagem a este Homem com uma dimensão intelectual imensa, fora do comum!!!
[ J.J.C.M. ]
terça-feira, 27 de março de 2007
Não há um único preso por corrupção na política
Corrupção na política? As suspeitas são muitas, os julgamentos alguns, mas os presos nenhuns. Dados ontem avançados ao DN pela Direcção Geral dos Serviços Prisionais (DGSP) garantem que, actualmente, não há uma única pessoa presa por crimes de corrupção no exercício de funções políticas. A busca efectuada pela DGSP na sua base de dados adianta que há apenas oito presos por crimes de corrupção - mas todos eles associados ao fenómeno da imigração ilegal. O último caso conhecido de um político preso por corrupção foi o de Abílio Curto (PS). O ex-presidente da Câmara da Guarda saiu em liberdade condicional no Natal de 2006 (ver caixa) .
O abandono da estatística
Os péssimos resultados que Portugal tem para mostrar em matéria de repressão da corrupção têm a investigação criminal como um dos principais problemas. Ou, como já referiu Maria José Morgado, os "nódulos do sistema" penal. Segundo a magistrada, este dividem-se em dois: internos, "numa organização do Ministério Público com maus métodos de trabalho e de direcção, desajustada às exigências da investigação do crime económico-financeiro", e externos, que se reflectem numa "estratégia de política criminal inconsequente, nebulosa, por vezes paradoxal".
Por sua vez, Luís Barbosa, inspector da Polícia Judiciária, defende também novos métodos de trabalho no combate ao fenómeno. Estes, segundo escreveu numa tese de pós graduação a que o DN teve acesso - embora o próprio se tenha recusado a prestar esclarecimentos adicionais -, defendeu: "A importância do cumprimento da estatística dos processos pendentes tem que ser posta definitivamente de lado, dando disponibilidade completa para atacar, com a máxima concentração e meios, as investigações sobre factos que estão a ocorrer ou que ainda não ocorreram."
Para o inspector da Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF) é urgente a especialização dos magistrados do Ministério Público. "Será que se pode ser um bom investigador de homicídios ou de tráfico de droga e ser, ao mesmo tempo, um investigador especializado no combate à corrupção?", questionou.
Na tese, Corrupção versus Desenvolvimento, Luís Barbosa defende ainda a nomeação do Procurador Geral da República por uma maioria "extensamente qualificada" na Assembleia da República.
[in DN 27/Março - João Pedro Henriques e Carlos Rodrigues Lima]
terça-feira, 20 de março de 2007
Para NÃO esquecer... nada melhor que Avivar a Memória!!!
No final do ano passado, em 21 de Dezembro de 2006, o PSD em Oeiras votou contra as Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2007, da coligação Isaltino Oeiras Mais A Frente / Partido Socialista, pelos seguintes motivos:
- Não considerar prioritário gastar 30 milhões de euros para os Paços do Concelho num momento em que se exige contenção e rigor;
- Entender que as prioridades ao invés deveriam ser, a acção social, mobilidade do concelho, educação, reabilitação urbana que sofrem cortes consideráveis no Orçamentado;
- Entender ainda que as promessas eleitorais do Movimento Isaltino Oeiras Mais à Frente, ao longo da campanha eleitoral estão muito longe de ser cumpridas contribuindo dessa forma para o descrédito dos eleitos locais;
- Lamentar que a aplicação da Lei das Finanças Locais faça que os munícipes de Oeiras vejam diminuídos as transferências dos fundos do Orçamento do Estado apesar do grande aumento da carga fiscal e para fiscal da população portuguesa que viu aumentado o IRS, IRC, IVA, Imposto automóvel, Imposto sobre produtos petrolíferos, sobre o tabaco e álcool, ADSE e taxas moderadoras para internamentos hospitalares;
- O “chamado” plano estratégico para o concelho de Oeiras não passar de um conjunto de intenções, gorando as expectativas dos cidadãos de Oeiras;
- Durante a discussão a arrogância e falta de educação e de sentido de responsabilidade do Sr Presidente da Câmara e do Partido Socialista perante os eleitos d a Assembleia Municipal que raiou o ataque pessoal e o insulto;
- Discriminação das Juntas eleitas pelo PSD não permitindo a sua participação na discussão do Orçamento, ao contrario do que aconteceu com a Juntas eleitas pelo Movimento Isaltino, pondo em causa os fundamentos democráticos das relações entre órgãos eleitos;
- O PSD orgulha-se da obra dos seus autarcas nos últimos anos que transformou Oeiras em concelho de referência da Área Metropolitana de Lisboa;
O facto é que algo em Oeiras está mesmo a mudar! E que os munícipes estam cada vez mais exigentes... QUE NINGUÉM TENHA A MÍNIMA DÚVIDA!!!
Quanto ao PSD... tenho as minhas sérias dúvidas que possa continuar como está...
[Oscar Lima]
sexta-feira, 16 de março de 2007
Precisamos de mais exemplos DESTES !!!
Há que acreditar e... AGIR :)
Dê o seu exemplo, Oeiras agradece.
[Paulo Farinha - Caxias]
quarta-feira, 7 de março de 2007
Reze...Mas Mexa-se...
Tão pequenina observada da imensidão do cosmos...ei-la: a nossa Terra comum, hoje na primeira ordem do dia, nas páginas dos jornais, revistas, notícias televisivas, Óscares que galardoam um documentário com a assinatura de quem foi Vice-Presidente dos Estados Unidos da América.
Diz muito esse documentário, mas pouco da forma como ele perdeu umas eleições que afinal ganhou. Como seria o mundo hoje com Al Gore Presidente da Nação mais influente do mundo? Necessariamente diferente, melhor certamente.
O documentário galardoado narra-nos um tempo que vai chegar mas que, na verdade, já todos o sentimos. Sempre foi oportuno, mas agora que o verde invade a agenda política, vamos pôr em prática esta velha máxima política: nenhum homem fica de fora, o mesmo é dizer que todos somos poucos para contribuir para esta causa entre gerações.
Por cá, tarda a chegar essa consciência. É tão simples, temos hoje uma infinidade de meios, opções, decisões, para mudar o rumo. A vontade, essa, é que demora. Espero é que ela não seja demasiado tarde um dia.
Al Gore explica isso no documentário a partir de um exemplo familiar. O pai era produtor de tabaco, a sua irmã, mais velha dez anos, uma fumadora compulsiva. Não resistiu a um cancro pulmonar causado pelo tabaco, como seria bastante provável de vir a suceder. O pai de Al Gore abandonaria a produção de tabaco após a sua morte. Estabeleceu uma conexão entre a produção de tabaco, o consumo e morte prematura da filha provocada por um cancro onde o consumo do tabaco foi o principal responsável.
No sábio provérbio africano, dito numa forma imperativa, Reze, mas mexa-se também, afinal um convite para que nos envolvamos todos os dias nas causas planetárias, gestos simples de grande dimensão; desde o representante que elege, ao pequeno, afinal grande gesto de separar o lixo, para que tudo se reinicie.
Julgamos que são indiferentes os nossos actos quotidianos. Não acredite.
Acredite, sim, que você é o agente da mudança, o político mais capaz, basta que acredite e vontade lhe sobre. Verá que não custa nada. A Terra é o nosso ídolo. Este pequeno grande planeta. Generoso, farto, que nos possibilita viver, se quisermos, em felicidade.
[Deputado LUÍS CARLOTO MARQUES in "A Cidade e as Serras"]
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
Refer contrata quadro depois de lhe pagar indemnização para sair
Ex-funcionário regressou como consultor
A Refer contratou um consultor com um ordenado de 6000 euros mensais que já tinha sido seu quadro técnico.
Joaquim Barbosa, engenheiro da área de sinalização da empresa, rescindiu o contrato em 2004 (durante a administração de Brancaamp Sobral na empresa), numa altura em que o seu ordenado rondava os 5000 euros e recebeu uma indemnização de 120 mil euros. Mas em finais desse ano, pouco depois de Luís Pardal ter sido nomeado presidente da empresa, é contratado como consultor para assessorar o conselho de administração por cerca de 6000 euros/mês.
O gabinete de comunicação da empresa, contactado pelo PÚBLICO, limitou-se a confirmar estes factos e as datas, omitindo os montantes, acrescentando, porém, que "nesta altura essas formas de colaboração com o senhor engenheiro Joaquim Barbosa foram suspensas".
Na mesma resposta, enviada por correio electrónico e após intervenção da tutela à qual o PÚBLICO também pediu esclarecimentos, a Refer diz que "foram celebrados contratos de prestação de serviços para acções de consultoria e assistência técnica" com o antigo quadro.
Na semana passada o Correio da Manhã contava a história, idêntica, de Lopes Marques, um director da Refer que também rescindiu contrato, recebendo, para tal, uma indemnização de 210 mil euros, sendo meses depois contratado pela Rave (que pertence ao grupo Refer e tem o mesmo presidente) com um ordenado de 5050 euros por mês.
O ministro das Obras Públicas e Transportes, Mário Lino, chamou entretanto Luís Pardal ao seu gabinete para lhe explicar a contratação de um alto quadro que fora dispensado e indemnizado. Segundo o Expresso, o próprio primeiro-ministro fez saber que alguém teria de ser responsabilizado por esta transferência.
Tratando-se de uma empresa em reestruturação, a Refer tem uma porta aberta para negociar a rescisão com os seus trabalhadores que queiram sair a troco de uma indemnização. Tem sido desta forma que esta empresa (e também a CP) têm vindo a diminuir o seu quadro de pessoal sem grandes tensões sociais. Ocorre, porém, que alguns regressam como consultores para a própria empresa ou suas participadas.
Não é o caso de Xavier de Campos, um outro quadro da Refer que rescindiu o contrato, mas regressou recentemente, em regime de voluntariado, para presidir à comissão de ética da empresa. Este técnico, porém, "não aufere qualquer remuneração", de acordo com o gabinete de comunicação.
[in Público por Carlos Cipriano]
domingo, 18 de fevereiro de 2007
É este o "Lider" do nosso P.S.D.!!?!
A montanha pariu um Rato!!!
É altura de todos nós Sociais Democratas tomarmos uma posição bem SÉRIA!!!
BASTA de mediocridades.
[Vasco Meirelles]
domingo, 11 de fevereiro de 2007
A Rosa - Uma homenagem às mulheres!
Hoje nós Homens estamos com todas VC's no momento em que estiver-mos a colocar a X !!!
[Oscar Lima]
sábado, 10 de fevereiro de 2007
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
A PROPÓSITO DO REFERENDO DE DIA 11 DE FEVEREIRO E DA MORAL QUE TEIMA EM QUERER SER REFERENDADA
Faz dez anos que muitos de nós, não fomos votar, convencidos do consenso maioritário sobre esta questão. Não vamos tornar a contribuir para esta confusão. De um país contraditório, que toma como crime público a interrupção voluntária da Gravidez e que tem pudor em penalizar quem o comete!
O primeiro passo é ir votar para que o referendo expresse de forma clara o que o país pensa sobre a Matéria. É fundamental ir votar e em consciência. Vote-se sim ou vote-se não.
Todo o desvio para questões de índole moral é falacioso.
Em Portugal, todos os anos cerca de 20 000 mulheres recorrem ao aborto e à luz da lei vigente são criminosas.
O que está em causa é tão-somente a descriminalização do acto de interrupção voluntária da gravidez até às 10 semanas. Não está em referendo onde começa e acaba a vida. Ou o que é que se entende por vida. Se há vida num óvulo e num espermatozóide, e se eles devem ser entendidos como património do estado. Se a vida começa na fecundação, se durante a gestação ou no momento do nascimento. Se um embrião mal formado, ou fruto de uma violação é “menos vida” que um embrião bem formado. Ou se o consenso científico, que afirma não haver cérebro nem sensação até às 24 semanas de gestação, é importante para a questão. Nada disto está em causa neste referendo. O referendo pergunta apenas se se deve considerar crime a interrupção voluntária da gravidez até às dez semanas de gestação.
Apesar do interesse destas questões, elas não entram neste referendo. O que agora é importante e urgente, porque fundamental à luz da lei, é discutir, opinar e resolver o drama do aborto-crime-clandestino, que se vive num país que se quer desenvolvido e que continua a não conseguir condições (educacionais e de segurança, de trabalho e de forma geral de qualidade de vida), discriminando uma parte importante da população mais exposta.
Venha nesse contexto toda a moral. Debelem-se todos os dramas sociais da humanidade. A fome, a miséria, a guerra. Emprenhe-se toda a humanidade nessa missão. E todas as igrejas do Homem. Mas não se use o referendo para perpetuar a miséria escondida, fazendo de uma acção que pode ser clínica (acompanhamento, ou mesmo interrupção), uma questão metafísica, supostamente moralizante, afirmativamente dogmática. Na lei Portuguesa o Aborto é um crime público.
Se o Sim for expressão da vontade do País ninguém é obrigado a contrariar a sua convicção. Se pelo contrário Portugal votar Não à descriminalização, continuará tudo na mesma. O aborto clandestino permanecerá, alimentando a economia paralela e as fortunas de quem se faz pagar pelo risco que corre. As raparigas e mulheres com menos posses continuarão a recorrer a veterinários, curiosos ou mesmo à auto-mutilação como forma de tentar resolver por si o que a hipocrisia e o relaxe de todos teima em não querer decidir, escondendo este drama na clandestinidade. Fingindo que não existe. O Não, pura e simplesmente finge que o aborto não é problema, pois não dá saídas realistas para esta chaga social. Condena ao desacompanhamento, ao desamparo e por vezes a uma má opção muitas mulheres e jovens portuguesas.
O Sim permitirá um acompanhamento adequado às mulheres tentadas em interromper a gravidez. Algumas poderão inflectir a sua opção, ajudadas na ponderação da sua decisão. O Não fecha a porta a qualquer acompanhamento concreto, remetendo para o campo dos valores intangíveis de uns, as realidades incompreendidas de outros.
O Sim permitirá acabar com um grave problema de saúde pública. O acompanhamento especializado, em local apropriado evitará o peso desnecessário sobre o sistema de saúde de todas as mulheres que todos os anos entram nos hospitais ou falecem após tentativa de aborto.
O Sim permitirá o conhecimento real e mensurável das causas de aborto, pelo conhecimento das mulheres que a ele recorrem. Conhecer as causas concretas é fundamental para resolver as situações onde incide este flagelo.
Por último, o referendo para a descriminalização ou criminalização do aborto até às 10 semanas é também uma questão de Género. Se o Não passar incide-se na discriminação continuada da mulher. Onde se encontra na lei a responsabilidade do homem que fecundou? De que forma é chamado à responsabilidade? Até onde vai a responsabilidade de todos nós, que fazemos este País, neste acto que ainda é crime público e que, por consequência, acarreta punição?
Ultimamente tem sido consensual, entre os convictos do Sim e os convictos do Não, que a mulher não deve ser punida por ter interrompido a Gravidez durante as primeiras 10 semanas. Mas então porque não votam todos no SIM em conformidade com essa opinião? Ou será possível decretar um crime e não legislar o castigo correspondente? Não é tão só essa questão que vai a referendo? Não entendo onde está a dúvida. A não ser que radique apenas numa convicção profunda, abstracta, feita em Dogma e por isso de difícil argumentação, afirmando uma qualquer razão, que alguns homens dizem, erradamente, de Deus.
Aos cristãos e católicos.
Apesar de não ser a igreja que vai a referendo, a sua voz é importante porque é ouvida. A igreja é um factor importante na sociedade portuguesa.
Sou cristão e posso escolher. Mas não tenho o direito de julgar nem condenar porque não sou omnisciente. Nem concedo à hierarquia da igreja católica o direito de se substituir a Deus. Até porque o que vai a referendo, torno, não é a Igreja católica nem o seu papel Social. Independentemente dos Dogmas eclesiásticos sobre a vida, ou propaganda sobre o altar. Jesus não era grande frequentador dos Templos. Correu mesmo com os vendilhões que se apropriavam do espaço sagrado. Não deixou que apedrejassem Maria Madalena. Hoje Santa. A lei canónica a que alguns padres se referem foi feita pelos homens. O Deus em que muitos acreditam quer a libertação dos homens e a construção de um mundo melhor. Não quer a dor a miséria, o castigo a fome e a guerra. Quer a ética sentida e consciente e não a moral feita de Dogma, de culpa e obrigação. Empenhe-se a igreja activamente nesta árdua tarefa de melhorar o mundo de amanhã, feito hoje de tanta miséria e fome, e não na substituição de Deus, julgando e condenando em vida ao “ Apedrejamento” legal, tantas mulheres.
Será consensual entre todos os católicos que fazem a Igreja a posição da Igreja católica sobre a interrupção voluntária da gravidez quando fruto de violação? Ou quando põem em causa a vida da mãe? Ou quando por desígnio que escapa, o feto é malformado? Por mim, qualquer decisão consciente tomada pela mãe e pela família é de respeitar. Se a mãe, de forma consciente, quiser levar por diante uma gravidez que ponha em causa a sua vida, há que respeitar a sua decisão.
Se a mãe quiser ter o filho sabendo-o deficiente, tomando-o como responsabilidade suprema, respeito-o e admiro. Afinal o que seria deste mundo sem todos os deficientes, mentais ou físicos por nascença? Mas até aqui a decisão, fundamentada em valores, fé ou outros desígnios compete à família e à mulher centro desta decisão. Nada disto vai a referendo. Pois se o Sim representar a maioria da população, todas estas situações estarão consignadas.
Neste referendo não está em causa a perspectiva católica sobre a vida lato senso. Está em causa a descriminalização da interrupção da gravidez até às 10 semanas, por decisão voluntária da mãe, após período de reflexão.
O Sim abre todas as possibilidades. Não obriga ninguém a abortar. Pelo contrário compromete-nos a todos neste flagelo e ao Estado, que somos todos, na procura real de soluções. Não é por ser descriminalizado até às 10 semanas que o número de abortos aumentará. Poderá porventura aumentar a face visível deste flagelo. E aí, somos todos chamados a não fazer como Pilatos. Tenhamos todos, homens e mulheres, a coragem de nos comprometer no próximo domingo.
[via comentário do post anterior!]
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
Aborto
Aborto é a interrupção da gravidez pela morte do feto ou embrião, junto com os anexos ovulares durante qualquer momento da etapa que vai desde a fecundação (união do óvulo com o espermatozóide) até ao momento prévio do nascimento.
O aborto pode ser classificado em espontâneo ou provocado.
Aborto espontâneo
Ocorre quando uma gravidez que parecia estar desenvolvendo-se normalmente termina de maneira involuntária, ou seja, quando a morte é produto de acidente, alguma anomalia ou disfunção não prevista nem desejada pela mãe. O aborto espontâneo também pode ser chamado de aborto involuntário ou "falso parto".
O aborto espontâneo é quando a perda do embrião se dá antes da vigésima semana de gestação (5 meses), quando o feto não está em condições de sobreviver fora do útero materno. A maioria dos abortos espontâneos ocorrem durante o primeiro trimestre, diga-se, nas primeiras 12 semanas.
Calcula-se que 25% das gestações terminam em aborto espontâneo, sendo que 3/4 ocorrem nos três primeiros meses de gravidez.
Existem dois tipos de aborto espontâneo: o aborto iminente e o inevitável.
• O aborto iminente é uma ameaça de aborto. A mulher tem um leve sangramento seguido de dores nas costas e outras parecidas com as cólicas menstruais.
• O aborto inevitável é quando se tem a dilatação do útero para expulsão do conteúdo seguido de fortes dores e hemorragia. O aborto inevitável é dividido em três tipos: o incompleto que é quando ocorre depois da saída dos coágulos a saída restante do conteúdo e o aborto preso, que é quando o ovo morre, mas não é expelido.
Causas
A causa do aborto espontâneo no primeiro trimestre mais comum é uma anomalia cromossômica no feto. A maioria das anomalias cromossômicas são resultado de um óvulo ou um espermatozóide defeituosos. Essas anomalias são mais comuns em mulheres acima dos 35 anos, por isso, essas mulheres sofrem um maior risco de terem um aborto espontâneo quando engravidam, cerca de 70% dos casos
O aborto espontâneo durante o segundo trimestre deve-se à problemas externos como: incontinência do colo uterino, mal formação uterina, insuficiência de desenvolvimento uterino, fibroma, infecções do embrião e de seus anexos.
Um estudo realizado revelou que mulheres que fumam, consumem álcool ou drogas correm um grande risco e mulheres com infecções vaginais têm 5 vezes mais chances de terem um aborto espontâneo.
Consequências
Os possíveis sintomas de um aborto espontâneo incluem:
• Sangramento vaginal. A quantidade de sangue pode variar de algumas gotas à um fluxo abundante. O sangramento pode começar sem aviso e às vezes começa com uma tonalidade marrom.
• Dor de cólica.
• Perda de líquidos pela vagina, sem sangue e sem dor. Isto pode significar que as membranas se romperam.
• Se houver perda de materiais sólidos pela vagina, conserve para mostrar ao seu médico para que ele examine.
• Algumas mulheres sentem dor como a de um parto.
É possível que o aborto espontâneo ocorra sem sangramento nem dor.
Aborto provocado
Aborto provocado é a interrupção deliberada da gravidez; pela extração do feto da cavidade uterina de forma doméstica, química ou cirúrgica. Quando se pensa em aborto é esta forma que é conhecida popularmente.
Para provocar o aborto utiliza-se algumas técnicas:
• A sucção ou aspiração;
• A dilatação e curetagem;
• Drogas e plantas;
• Injeção de soluções salinas;
• Mediante Prostaglandinas;
• Pílula RU-486
Sucção ou aspiração
O aborto por sucção pode ser feito até a 12ª semana após o último período menstrual (amenorréia). Este aborto pode ser feito com anestesia local ou geral. Com a local a paciente toma uma injeção intramuscular de algum analgésico. Já na mesa de operação faz um exame para determinar o tamanho e a posição do útero. Se for anestesia geral, toma-se uma hora antes da operação uma injeção intramuscular de Thionembutal. Inicia então uma infusão intravenosa. O Thionembutal adormece o paciente e um anestésico geral por inalação como o Óxido de Nitroso é administrado através de uma máscara. A partir daí o procedimento é o mesmo da anestesia geral e local.
Insere-se no útero um tubo oco que tem uma ponta afiada. Uma forte sucção (28 vezes mais forte que a de um aspirador doméstico) despedaça o corpo do bebé que está se desenvolvendo, assim como a placenta e absorve "o produto da gravidez" (ou seja, o bebé), depositando-o depois num balde. O abortista introduz logo uma pinça para extrair o crânio, que costuma não sair pelo tubo de sucção. Algumas vezes as partes mais pequenas do corpo do bebé podem ser identificadas. Quase 95% dos abortos nos países desenvolvidos são realizados desta forma.
Dilatação e Curetagem
Na curetagem é feita a dilatação do colo do útero e com uma cureta (instrumento de aço semelhante a uma colher) é feita a raspagem suave do revestimento uterino do embrião, da placenta e das membranas que envolvem o embrião. A curetagem pode ser realizada durante o segundo e terceiro trimestre da gestação o bebé é já grande demais para ser extraído por sucção.
A curetagem é empregada para desmembrar o bebé, tirando-se logo em pedaços com ajuda do fórceps. Este método está se tornando o mais usual.
Este tipo de aborto é muito perigoso, por que pode ocorrer perfuramento da parede uterina, tendo sangramento abundante. Outro fator importante é que se pode tirar muito tecido, causando a esterilidade.
Drogas e Plantas
Existem muitas substâncias que quando tomadas causam o aborto. Algumas são tóxicos inorgânicos, como arsênio, antimônio, chumbo, cobre, ferro, fósforo e vários ácidos e sais.
As plantas são: absinto (losna, abuteia, alecrim, algodaro, arruba, cipómil - homens, esperradura e várias ervas amargas).
Todas estas substâncias tem de ser tomadas em grande quantidade para que ocorra o aborto. O risco de abortar é tão grande como o de morrer, ou quase.
Injeção de soluções salinas
É feito do 16ª à 24ª semana de gestação. O médico aplica anestesia local num ponto situado entre o umbigo e a vulva, no qual irá ultrapassar a parede do abdome, do útero e do âmnio ( bolsa d'água). Com uma longa seringa, injeta-se na bolsa d'água uma solução salina. O bebé ingere esta solução que lhe causará a morte por envenenamento, desidratação, hemorragia do cérebro e de outros órgãos. Após um prazo de 24 à 48 horas, por efeito de contrações do feto é expulso pela vagina, como num parto normal. O risco apresentado por este tipo de aborto é a aplicação errada da anestesia, e a solução ter sido injetada fora do âmnio, causando a morte instantânea.
Sufocamento
Este método de aborto é chamado de "parto parcial". Nesse caso, puxa-se o bebé pra fora deixando apenas a cabeça dentro, já que ela é grande demais. Daí introduz-se um tubo em sua nuca, que sugará a sua massa cerebral, levando-o à sua morte. Só então o bebé consegue ser totalmente retirado.
Esquartejamento
O feto é esquartejado ainda dentro da mãe. Deixando-o em pedaços. Retirada do liquido amniótico
Esta é uma das maneiras mais lentas de praticar o aborto: O abortista retira o liquido amniótico de dentro do útero e coloca uma substância contendo sal.
Mediante Prostaglandinas
Esta droga provoca um parto prematuro durante qualquer etapa da gravidez. É usado para levar a cabo o aborto à metade da gravidez e nas últimas etapas deste. Sua principal "complicação" é que o bebé às vezes sai vivo. Também pode causar graves danos à mãe. Recentemente as prostaglandinas foram usadas com a RU- 486 para aumentar a "eficácia" destas.
Pílula RU-486
Conhecida como "pílula do dia seguinte", é uma pílula abortiva empregada conjuntamente com uma prostaglandina, que é eficiente se for empregada entre a primeira e a terceira semana depois de faltar a primeira menstruação da mãe. Age matando de fome o diminuto bebé, privando do de um elemento vital, o hormônio progesterona. O aborto é produzido depois de vários dias de dolorosas contrações.
Estima-se que seja realizado anualmente no mundo mais de 40 milhões de abortos, a maioria em condições precárias, com sérios riscos para a saúde da mulher. O método clássico de aborto é o por curetagem uterina e o método moderno por aspiração uterina (método de Karman) só utilizável sem anestesia para gestações de menos de oito semanas de amenorréia (seis semanas de gravidez). Depois desse prazo, até doze semanas de amenorréia, a aspiração deve ser realizada sob anestesia e com um aspirador elétrico.
Consequências
As complicações do aborto, variam de acordo com o método empregado. Mas as principais conseqüências são:
• Laceração do colo uterino provocada pelo uso de dilatadores;
• Perfuração do Útero
• Perigo de lesão no intestino, na bexiga ou nas trompas;
• Hemorragias uterinas
• Inflamação do endométrio pós-aborto (infecção uterina secundária, decorrente do aborto).
• Evacuação incompleta da cavidade uterina. Necessidade de prolongar a sucção e de fazer uma curetagem imediata.
• Histerectomia (extração total do útero)
Países e o aborto
Veja abaixo, países que não permitem o aborto, exceto quando há risco para a vida da mãe (primeiro quadro), países que permitem o aborto, mas com restrições (segundo quadro) e países que permitem o aborto (terceiro quadro).
Mapa Abortivo
O mapa abaixo demonstra quais os paises que permitem ou não o aborto:
[ Leonardo Leite ]





