Fidel Castro anunciou no passado dia 19 de Fevereiro a sua retirada da vida política activa à frente dos destinos de Cuba.
Quer a experiência acumulada dos seus cinquenta anos da revolução cubana, bem como a actual inclinação na América Latina, confirmam-no como o maior líder até então, como sendo uma das maiores figuras políticas do mundo moderno.
disse Richard Gott
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Fidel Castro
um olhar da revolução cubana
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Seja solidário ajude
quem muito precisa
www.fundacao-ami.org
Na sua declaração de IRS deste ano, pode ajudar a AMI sem gastar nada!
Lembre-se de escrever o número 502 744 910 no quadro 9 do anexo H do documento e de assinalar com X a opção "Instituições Particulares de Solidariedade Social ou Pessoas Colectivas de Utilidade Pública".
Vai estar a ajudar a AMI com 0,5% do seu imposto já liquidado.
Guarde esta informação junto com os seus documentos do IRS para assegurar que não se esquecerá.
Envie este post via email (prima no envelope ao lado de "comentários" em baixo) a todos os seus colaboradores, amigos, familiares e peça-lhes que se lembrem de ajudar quem precisa.
(veja o filme da campanha carregando AQUI !)
Sara Oliveira
Frases soltas...
“As grandes empresas não têm interesse em anunciar na imprensa local, mas se o fizessem isso seria uma manifestação da sua responsabilidade social.”
Carlos A. Saraiva
Porto de Recreio de Oeiras
com novo serviço
Oeiras Viva lança o Programa "Valet de Embarcações"
No próximo mês de Março a empresa Oeiras Viva lança, no Porto de Recreio de Oeiras, o programa “Valet de Embarcações”.
Uma das dificuldades sentidas pelos proprietários de embarcações de recreio que as guardam em instalações próprias, que não junto ao plano de água, é o respectivo transporte quando o objectivo de navegação é de curta utilização.
Este programa pretende obviar a essa dificuldade e constituiu um serviço dirigido a proprietários de embarcações de pequeno porte (até 8m) e motas de água, que guardando as embarcações em terra pretende navegar durante um curto espaço de tempo (fim-de-semana).
Por 120 euros, acrescido de IVA à taxa legal em vigor, este serviço incluirá a recolha com viatura própria, transporte, estadia a nado de sábado para domingo e entrega da embarcação na residência do cliente.
Para mais informações contacte: 214 401 510
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Carlos A. Saraiva - Até Sempre
(1946 - 2008)
Partiu um Homem bom !
Por vezes e quando menos se espera somos assaltados por um inexplicável vazio, um incompreensível sentimento de perda, uma gritante impotência que nos deixa atónitos perante o que nos rodeia, os nossos afazeres, as nossas vidas.
Foi isso que senti na passada quinta-feira quando confrontado pela notícia do súbito e inesperado desaparecimento do Carlos Saraiva. Tinha estado com ele horas antes, na véspera, na tomada de posse de novas dirigentes da Câmara Municipal. Guardo a imagem dele nesse dia, igual a todos os outros, sempre cordial, sempre correcto, sempre profissional.
Entre toda a estima e consideração que sentia por ele, percebi nessa manhã de mágoa que não era o único a pensar assim. Traduzido nos rostos fechados dos meus colaboradores, nos olhares sofridos que com o meu se cruzavam, havia uma esmagadora sensação de vazio que só a perda de alguém de quem verdadeiramente gostamos pode despertar.
No ar e a espaços ouviam-se memórias de onde sobressaía a estima, a consideração e a amizade que todos lhe dedicavam. Havia por isso a certeza de que, nesse dia, todos ficámos mais pobres.
Conheci o Carlos Saraiva há já alguns anos. Conhecia dele as passagens por importantes órgãos de comunicação social nacionais que marcaram a história recente de Portugal. Da “República” à “Luta”; do “Portugal Hoje” à “Grande Reportagem”. Mas conhecia sobretudo a dedicação, a entrega, o prazer e a convicção do papel que ele desempenhava na imprensa local através do “Jornal de Oeiras”.
À sua acção muito devemos, no nosso Concelho, uma imprensa local forte e respeitada, isenta e rigorosa, dedicada e profissional. Era por este semanário que os oeirenses se habituaram a uma cobertura exaustiva de tudo o que se passava no nosso Município. Foi com ele que fomos reforçando o sentimento de pertença comum a uma comunidade.
Na altura em que se preparava a comemoração neste número do quarto aniversário do “Jornal de Oeiras”, quis o destino que nos víssemos privados do seu maior impulsionador. A vida é assim, por vezes exuberante, por vezes incompreensível e sem grandes certezas no amanhã.
Mas deste mar de dúvidas, uma coisa tenho como certa: o melhor tributo ao exemplo de dedicação e profissionalismo do Carlos Saraiva é continuarmos a sua obra, dando corpo aos seus sonhos, consolidando os seus ideais. Porque, homens bons como ele, não aparecem todos os dias.
Isaltino Morais
Presidente da Câmara Municipal de Oeiras
in Jornal de Oeiras Ano IV nº192 de 19 de Fevereiro/2008
Sócrates elogia todas as políticas do seu Governo e cria tabu sobre recandidatura
Qual é o balanço que José Sócrates faz dos seus três anos de Governo, que se cumprem amanhã? Positivo, muito positivo. Que imagem tem o primeiro-ministro da sua acção e das suas políticas? Reformistas. Alguma coisa correu mal? Não, tudo correu lindamente. Este é o resumo da entrevista que José Sócrates deu ontem à noite na SIC.
Em 50 minutos de conversa uma única novidade: o primeiro-ministro ainda não decidiu se se recandidatará ao cargo nas legislativas do próximo ano. Sócrates também já tem um tabu.
Quatro temas estavam agendados para a conversa do chefe do executivo com os jornalistas Ricardo Costa e Nicolau Santos: economia, saúde, educação e política geral. Sócrates levou a lição bem estudada, apostando sempre numa estratégia de contra-ataque directo às perguntas, com o apoio de pequenas notas em que, área a área, apontava de uma forma clara e simples as reformas que diz ter feito durante estes três anos de governação.
Na economia, e confrontado com os números de desemprego, o primeiro-ministro preferiu salientar os empregos que diz terem sido criados e voltou a mostrar-se “confiante” de que vai conseguir cumprir a promessa de criar 150 mil postos de trabalho até ao final da legislatura. José Sócrates assegurou que já foram criados 94 mil postos nos três anos do seu Governo e que se se mantiver o ritmo vai mesmo “ultrapassar” a meta dos 150 mil.
Sócrates salientou ainda o crescimento económico, a baixa do défice, a melhoria nas exportações e o regresso do investimento. Sobre uma eventual baixa de impostos em 2009, o líder do Executivo recusou-se, para já, a dar novidades por não ter “condições” com “segurança” para dizer se o poderá fazer ou não.
Sócrates disse ainda que queria que Carlos Santos Ferreira não trocasse a Caixa Geral de Depósitos pelo BCP e que a única coisa que pediu ao gestor foi que ele não levasse toda a sua equipa da Caixa.
Já na área da educação, Sócrates usou a mesma táctica: fugiu às polémicas, apresentado o que chamou de medidas positivas. Destacou as aulas de substituição; salientou a colocação de professores por três anos; saudou a alteração ao estatuto da carreira docente; elogiou as alterações ao primeiro ciclo do ensino básico e não deixou de fora as loas a alterações à gestão das escolas. Na avaliação dos professores, acusou os jornalistas de estarem a usar os argumentos da oposição e deixou uma garantia: “Não serei mais um primeiro-ministro que passa pelo cargo sem fazer a avaliação dos professores.”
Na saúde elogiou o ministro que demitiu, Correia de Campos, salientando as reformas que este fez e voltou a enumerar o que acha que foi mais positivo na governação — ou seja, tudo. Voltou a dizer que compreende o “sentimento psicológico das pessoas” com o fecho dos Serviços de Atendimento Permanente, repetiu que a partir de agora não há mais encerramentos sem garantir alternativas.
A parte dedicada à política foi a mais curta e a mais incompleta, por falta de perguntas. Sobre a oposição, nem uma palavra; sobre críticas internas e externas, nada; eventuais recuos no novo aeroporto e nova travessia sobre o Tejo, falsidades.
Falou, a pedido dos jornalistas, sobre as notícias do PÚBLICO sobre os projectos de engenharia e criou um tabu sobre uma eventual candidatura ao cargo de primeiro-ministro. “Ainda é cedo” e cabe ao PS decidir”.
“Todos os projectos que assinei são da minha autoria e da minha responsabilidade. Já disse isso no Parlamento e numa entrevista”, referiu.
O primeiro-ministro considerou “falsas” as notícias veiculadas pelo PÚBLICO sobre o seu passado profissional. “Ainda cabe nos meus direitos o direito de defesa, e tenho o direito de desmentir as notícias que não são verdadeiras. Faço-o em nome da verdade”, declarou, antes de se recusar a atribuir ao presidente da SONAE, Belmiro de Azevedo, a responsabilidade por uma alegada campanha pessoal que existirá contra si. “Não faço processos de intenções e nem perco muito tempo com isso”, declarou.
Luciano Alvarez - público
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
PSD e a "engenharia da informação propagandista" em desuso

Este é um bom exemplo do que odeio em política! Sendo o PSD um dos dois maiores partidos políticos na actual cena política, seria de esperar que fosse extremamente rigoroso com a informação que transmite para quem procura perceber o que sustenta as actuais posições politico-partidárias.
Neste sentido hoje resolvi fazer uma ciber-viagem pelos websites de cada um dos partidos políticos no nosso país. Foi então que dei de caras com algo muito curioso: então não é que o PSD está on-line a fazer um inquérito sobre o "combate ao défice"... e nem se digna revelar quantos votantes participaram para o resultado que expõe!?? (seleccione a imagem em cima para aumentar)
Será que o senhor presidente do partido se apercebe que com os dados que mostram, qualquer um pode pensar que podem ter votado tanto 35 pessoas, como 200 pessoas, como 130 mil como... NENHUMA! e que o resultado simplesmente foi "fabricado" por um obsoleto processo de "engenharia da informação propagandista"!!!
Vasco Meirelles
domingo, 17 de fevereiro de 2008
"Into The Wild" - a não perder!

Recentemente licenciado e com um brilhante futuro à sua frente, Christopher McCandless (Emile Hirsch), um jovem de 22 anos, opta por prescindir da sua vida privilegiada e parte em busca de aventura.
A sua viagem transforma-o num símbolo de resistência para inúmeras pessoas.
Mas quem era Christopher McCandless?
Um aventureiro heróico ou um idealista ingénuo, um Thoreau rebelde dos anos 90 ou mais um filho americano perdido a vaguear?
Um homem que arriscava tudo ou uma trágica figura a lutar com o precário equilíbrio entre o Homem e a Natureza?
Realizado por Sean Peen a partir do aclamado livro-êxito de Jon Krakauer, retrata cada etapa da viagem pela América de McCandless e as personagens coloridas que vai encontrando e que vão moldando o seu carácter.
Sara Oliveira
«Ao Domingo no Museu com toda a Família!»
Hoje, no Museu da Pólvora Negra, localizado na Fábrica da Pólvora de Barcarena, Estrada das Fontaínhas, Barcarena.
A partir das 10H30 de hoje terá lugar uma visita dialogada ao Museu da Pólvora Negra, para o público infantil e adulto.
O Arquitecto José António Vitorino é o convidado desta sessão de “À Conversa com…”, que terá como tema “Estórias das Munições das Armas de Fogo”. Esta conversa, dirigida ao público adulto, será às 11H00.
Para os mais pequenos, também às 11H00, decorrerá o atelier “Vamos Jogar no Museu!”, através do qual vão poder conhecer a história da Fábrica de uma forma animada, brincando com diversos jogos multimédia criados especialmente para o Museu, nomeadamente: Diferenças, Veste as personagens, a Sopa de Letras, Palavras Cruzadas, Sequência de Ideias, Trivial, Memória, Sons aos seus Donos, Cara-metade, Labirinto e Puzzles.
Como é habitual, entre as 14H00 e as 18H00 têm lugar os “Sons na Fábrica!”, que abrem excepcionalmente ao público quatro edifícios da Fábrica da Pólvora de Barcarena – Casa do Salitre, Edifício das Galgas, Central Hidroeléctrica e Central Diesel – para uma visita que se fará acompanhar pelo som de Música Industrial.
Além das actividades acima referidas, toda a família poderá ainda passear pelo complexo e conhecer a história de cada um dos seus recantos com a ajuda de Guias Áudio.
A entrada é livre, sejam bem vindos e aproveitem!
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Concurso "Dê Voz ao Cartoon" (Profissão de risco)
Atentados à liberdade, tentativas de censura e ameaças de morte não têm graça nenhuma, mas continuam a pairar nos dias de hoje sobre os estiradores dos profissionais do desenho de humor. Enquanto em Espanha sucedem-se casos de cartoonistas processados por fazerem troça das pessoas erradas, na Dinamarca, a polícia frustrou um atentado à vida do autor das célebres caricaturas de Maomé, mais de dois anos após a sua publicação. Complete o balão do religioso radical do desenho abaixo e ajude-o a perceber o que é uma piada:
Envie as suas ideias (três no máximo, por participante) por correio electrónico para humoral@gmail.com , juntamente com nome, morada e telefone, até quinta-feira (21 de Fevereiro). A mais engraçada será publicada no sábado seguinte e o seu autor receberá como prémio o desenho original autografado por Rodrigo. Ponha a criatividade a funcionar e participe.
por Rodrigo - expresso
As vantagens das redes sociais
As redes sociais conheceram grande expansão e entram agora numa segunda fase, com tipos de utilização mais próximos dos comportamentos adultos.
Por outras palavras, o social networking já não é território exclusivo de geeks, adolescentes e adultos no engate, tem gente "normal" com rotinas típicas do dia a dia, agora transpostas e adaptadas à Internet, que potencia a comunicação de formas incríveis.
Em termos profissionais, uma boa rede de contactos cria valor e facilita a vida. As empresas tardam em reconhecer as capacidades ao sua dispôr na web, mas as pessoas que as formam, não. Entre as funcionalidades mais úteis estão:
1) Divulgação do currículo. Num mundo de emprego em permanente mudança, com os laços entre empregador e empregado desfeitos pela sobrevalorização do dinheiro à custa do corpo social, uma pessoa consciente está sempre no mercado de trabalho. Quanto mais divulgação tiverem as suas competências, mais facilmente encontrará quem as valorize. Quando se tem um patrão que não nos dá o justo valor, mais pertinente se torna;
2) Pedido de referências pessoais. A cibercultura assenta nas relações pessoais horizontais, ou peering, quebrando a tradicional relação vertical. A sua opinião sobre os seus colegas é tida em conta. E a dos seus colegas por si também. Construa a sua reputação levando isso em consideração;
3) Oportunidades de emprego. À medida que mais gente e organizações integram as redes sociais aumentam também as relações de proximidade geográfica e consequentemente crescem as oportunidades de trabalho. Estar bem posicionado nas redes sociais representa uma vantagem sobre quem não está;
4) Encontro de velhos amigos e colegas. A interoperabilidade entre as diversas redes facilita a tarefa de estar em contacto com conhecidos anteriores. Noutros casos, poderá reencontrar ligações - e as ligações geram riqueza na web;
5) Receber propostas de negócios. Em função do seu currículo, da sua capacidade de relacionamento com os outros e da sua disponibilidade, torna-se mais fácil propor-lhe actividades. Que poderá incorporar no seu dia-a-dia na empresa ou - como fazem já milhões de pessoas - funcionar em regime de outsorcing;
6) Selecção de especialistas. Os serviços de social networking não têm apenas oferta, lembre-se disso. Também a procura de trabalho e de talento tem neles lugar de relevo. A prática de caça-talentos também se "democratizou" com a web, deixando de estar reservada às elites. Estar nelas significa poder ser escolhido;
Existem diversas redes sociais. Fique a saber quais são as mais importantes do ponto de vista da cidadania, sem excluir os relacionamentos pessoais e amorosos, mas com a tónica nas relações objectivas.
Facebook . O mais recente, está na moda. É uma autêntica febre nos EUA. Em Portugal ainda tem reduzida expressão;
Hi5 . De longe o preferido dos portugueses. Tem um problema, que é também uma razão para ponderar o seu uso: não há adolescente português sem uma conta no Hi5. A proximidade com a realidade social das camadas abaixo dos 25 anos justifica conviver com tanto ruído;
LinkedIn . É o mais útil para quem procure sobretudo as vantagens profissionais. Portugal está aqui bem representado - embora de forma desigual relativamente ao peso das diversas indústrias na economia nacional. O destaque vai naturalmente para os serviços. Estar no LinkedIn é o equivalente moderno de ter um cartão de visita;
Plaxo . Serviço bastante antigo (é da chamada web 1.0), soube converter-se e encontrar um lugar na oferta do género. A utilidade está na organização de contactos.
Paulo Querido - "Mas certamente que sim!"
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Secretário-geral do PCP acusa ASAE de "excesso de zelo" e falta de "bom senso"
Couço, Coruche, 15 Fev (Lusa) - O secretário-geral do PCP acusou hoje a ASAE de "excesso de zelo" e falta de "bom senso" na aplicação de uma legislação que é "inadequada à realidade nacional" e que está a levar à extinção os produtos tradicionais.
Couço, Coruche, 15 Fev (Lusa) - O secretário-geral do PCP acusou hoje a ASAE de "excesso de zelo" e falta de "bom senso" na aplicação de uma legislação que é "inadequada à realidade nacional" e que está a levar à extinção os produtos tradicionais.
Jerónimo de Sousa participou hoje no Couço, "terra de heróicos lutadores pela liberdade", numa iniciativa em defesa dos produtos tradicionais, que considerou um "património cultural que é necessário defender e valorizar" e também "suporte complementar à viabilização do que resta do mundo rural".
O líder do PCP acusou a "polícia económica" - referência à Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) - de "fundamentalismo proibicionista que mata também os espaços de convívio nos mercados, festas e feiras tradicionais".
A legislação "punitiva" aprovada pelos Governos PS e PSD/CDS está também a acabar com o pequeno comércio de aldeia, "onde o saneamento básico ainda não chegou, mas onde o fundamentalismo higienista impõe em muitos casos ridículas e impraticáveis exigências e para a solução dos quais não há o mínimo apoio", afirmou.
Falando na sala da Casa do Povo do Couço, cheia de populares e com mesas ao fundo cobertas de enchidos tradicionais (linguiça, bucho, bexiga recheada, farinheira de sangue), Jerónimo de Sousa criticou ainda as "pesadas punições e multas" a práticas que eram próprias do mundo rural, como o abate em casa do porco ou do vitelo.
O secretário-geral comunista acusou o Governo português de se ter limitado a regulamentar os aspectos sancionatórios das directivas de Bruxelas, cuja normalização e estandardização, "a pensar na grande produção industrial e nos interesses das multinacionais", acabará, se nada for feito, por "matar muitos dos nossos produtos nacionais".
"Não está em causa a necessidade e exigência de garantir regras de higiene e segurança alimentar na produção e comercialização dos produtos regionais tradicionais e na sua confecção mas o olhar fundamentalista e proibicionista de tudo o que é resultado de anos e anos de experiência acumulada de um povo, para padronizar o que a vida tornou diferente em qualidade e sabor", afirmou.
Jerónimo de Sousa afirmou ainda que "os grandes problemas sanitários do nosso tempo - vacas loucas, nitrofuranos ou gripe aviaria - não são o resultado das práticas" da pequena produção mas sim da agricultura intensiva e da grande produção agro-alimentar, "aos quais são garantidos o máximo dos apoios e protecção".
O secretário-geral do PCP acusou o actual Governo de seguir "o mesmo caminho de desprezo do mundo rural" dos executivos anteriores e de ter acentuado os aspectos negativos de uma política que "alimentou profundas desigualdades regionais e sociais e fragilizou as condições de vida" das populações.
Jerónimo de Sousa terminou com um apelo à população do Couço para que participe, a 01 de Março, na marcha "em defesa do direito à liberdade de organização partidária e de todas as outras liberdades democráticas", contestando as alterações à lei dos partidos.
MLL.
Lusa/fim /expresso
Câmara da Guarda investiga projectos assinados por Sócrates
Sócrates e Joaquim Valente foram visados no artigo do "Público" e indignaram-se contra a "campanha"
Três juristas e os dois directores dos departamentos Administrativo e de Planeamento e Urbanismo da Câmara da Guarda estão encarregados de averiguar a legalidade das situações relatadas na polémica dos projectos de engenharia assinados pelo actual primeiro-ministro, na década de 1980, cuja autoria não seria, alegadamente, de José Sócrates. A criação desta comissão de inquérito foi proposta, ontem, ao Executivo pelo presidente da Autarquia com o argumento da "defesa da verdade". Joaquim Valente (PS) considera que a notícia do jornal "Público" contém "inverdades e é caluniosa nalguns considerandos". O antigo colega de Sócrates no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, também visado na investigação do diário, refere-se, sobretudo, a uma suposta violação de procedimentos na construção de uma moradia em zona de Reserva Agrícola Nacional (RAN) na localidade do Porto da Carne. Contudo, os eventuais ilícitos apurados não terão consequências disciplinares, uma vez que já passaram mais de 20 anos sobre os factos.
"Queremos esclarecer tudo, porque, neste momento, há pessoas que estão a ser acusadas infundadamente na praça pública", sublinhou o edil.
Ainda assim, a Oposição na Autarquia duvida que a comissão esclareça alguma coisa, por ser formada apenas por funcionários da Câmara. "É gente da casa e já está condicionada antes mesmo de apresentar conclusões, até porque está envolvido o primeiro-ministro", criticou Ana Manso (PSD), também deputada na Assembleia da República.
Por isso mesmo, a vereadora sugeriu a escolha de elementos independentes para "não se subverter o cabal esclarecimento desta matéria". Caso contrário, receia que o resultado obtido seja apenas "uma versão da verdade que se quer dar". A sugestão não foi, porém, aceite.
A comissão vai trabalhar sem prazo definido. "É um trabalho difícil e longo, mas estarei atento para que as coisas avancem o mais rapidamente possível", prometeu Joaquim Valente.
José Sócrates, recorde-se, já garantiu que o artigo do "Público" estava incorrecto, explicando que todos os projectos que assinou são da sua autoria. O assunto foi, aliás, objecto de polémica na Assembleia, ontem.
Luis Martins - Jornal de Notícias
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
também somos "exemplo" lá fora...
Encontrei no blog de origem Grega: The Greek Eco Forum, a notícia sobre a maior central de painéis foto-voltaicos do mundo a ser instalada em Moura.
Interessante é a referência que faz ao compasso de espera pela decisão do ministério competente para a aprovação da referida implantação.
Burocracia!... e o petróleo sempre a subir... do que é que "estamos" à espera???
via email: Luis Miranda Frasquinho
pintura, escultura e literatura na Verney
Está patente na Galeria-Livraria Municipal Verney, até ao dia 16 de Março, uma nova exposição de artes plásticas, com pintura de Dinara Dindarova Pereira e escultura de Antonieta Roque Gameiro, associada à apresentação da obra literária de Luísa Costa Gomes.
Dinara Dindarova, responsável pela vertente pictórica da exposição, exibe retratos e naturezas mortas.
A vertente escultórica, da autoria de Antonieta Roque Gameiro, é subordinada ao tema “Olhares, Gestos e Silêncios”.
No âmbito desta exposição, estão agendados dois encontros culturais: um sobre literatura com a presença da escritora Luísa Costa Gomes, no próximo dia 16 de Fevereiro às 15h e outro de artes plásticas que, além da pintora e escultora com obras em exibição, também contará com a presença de Aline Gallasch Hall e de Maria da Graça Moniz de Sousa, a 8 de Março também às 15h.
Morada da Livraria-Galeria Municipal Verney:
Rua Cândido dos Reis, nº 90, 2780-Oeiras
Horário:
terças-feiras a domingos, excepto feriados, das 10h às 13h e das 14h às 18h.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Vinho de Carcavelos para comemorar o Dia dos Namorados
A Câmara Municipal de Oeiras aderiu à iniciativa “Vinho, com moderação faz bem ao coração” da Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV), de quem é associada, a qual assinalará o Dia dos Namorados, 14 de Fevereiro. A actividade tem por objectivo promover o vinho português junto de um maior número de consumidores e sensibilizar os empresários de restauração, produtores e consumidores para os vinhos produzidos em cada município.
A iniciativa assenta num passatempo a decorrer no site www.ampv.pt, através do qual são oferecidos, aos participantes vencedores, almoços ou jantares para um casal, em data a combinar. O desafio é formular uma frase alusiva ao Dia dos namorados, a qual terá de incluir obrigatoriamente as palavras “amor” e “vinho”, devendo posteriormente a AMPV seleccionar as frases vencedoras. O prazo para concorrer termina às 23H59 do dia 14 de Fevereiro de 2008.
Em Oeiras os restaurantes que aceitaram participar são o “Praia Caffé”, o “Saisa”, o “Windclub”, o “Relento” e o “Fornos do Padeiro”. Os mesmos oferecerão as refeições, incluindo as respectivas bebidas de acompanhamento. No entanto, a autarquia decidiu oferecer também garrafas de vinho de Carcavelos, que servirá como aperitivo ou digestivo.
Paralelamente ao passatempo referido, haverá cupões de participação nos restaurantes aderentes e o seu preenchimento dará a oportunidade de ganhar uma estadia numa Pousada de Portugal.
Participando neste passatempo, além de patrocinar um jantar de puro romance, Oeiras promove o vinho de Carcavelos.
in C.M.O.
para reflectir...
A independência dos jornalistas é um problema chave da liberdade de Imprensa. E a liberdade da Imprensa é condição imprescindível para a Democracia.
Ora, no contexto actual, grande parte dos jornalistas, em Portugal e em muitos outros países do mundo, não gozam da suficiente independência para garantir o exercício dessa liberdade.
Esta falta de independência resulta de factores objectivos, como a insustentável precaridade de emprego ou da apertada promoção na carreira, mas, em especial, por um conjunto de situações criadoras de distorcidas e pouco conscientes limitações.
O contexto social, repleto de redes indecifráveis de ligações políticas, sociais, económicas, culturais, de matriz ideológico-partidária, corporativista, ou até de laços familiares, provoca, em muitos casos, o exercício fácil e espontâneo da auto-censura.
É a falta de independência de muitos jornalistas que, a troco de meia notícia, compactuando com o xadrez do tecido social, leva à exagerada reserva das fontes informativas. A obrigatoriedade da revelação das fontes, que, agora, mais uma vez unidos em bloco central, PSD e PS, - sabe-se lá por que «pecados secretos» - se preparam para exigir, em letra de lei, é também e ainda resultado da conduta de muitos jornalistas.
Em muitos dos casos invocados para a não revelação das fontes, os jornalistas não deveriam compactuar. Deveria fazer parte do código de responsabilidade civil e social exigir a indicação das fontes. Ou seja, a senha de actuação deveria ser esta: «se quer que eu divulgue esta notícia, terei de identificar a fonte».
Mas, para fazer manchete, os jornalistas muitas vezes cedem a fazer reserva dos «informantes qualificados» (?), em muitos casos, os mais interessados na divulgação da respectiva «cacha».
O uso e abuso indiscriminados da reserva à confidencialidade das fontes vão agora originar mais uma «machadada» na já ténue liberdade de informação, como condição indispensável a uma Democracia, em liberdade e responsabilidade.
[ J.M. Paquete de Oliveira - Professor de Sociologia no ISCTE ]
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
«conversa muito franca, aberta e cordial»...
As declarações do Bastonário foram feitas à saída de uma audiência de uma hora com o Presidente da República, no Palácio de Belém, após a qual disse que Cavaco Silva está «muito atento e bem informado» sobre o que se passa no sistema judicial, nomeadamente sobre o funcionamento dos tribunais.
«Os problemas da justiça são do conhecimento do Presidente da República», disse, acrescentando que isso «é um sinal muito tranquilizador, que deve traduzir-se em esperança e confiança» por parte de todos.
Marinho Pinto recusou-se a responder aos jornalistas sobre se tinha falado concretamente das denúncias de corrupção que tem proferido nas últimas semanas.
«O Presidente está tranquilo e tem uma visão muito objectiva e serena sobre o funcionamento do sistema judicial», disse.
«Há instituições do Estado de Direito que porventura não funcionam como deviam funcionar», afirmou, sublinhando que «devemos contribuir para o seu funcionamento».
«É preciso mudar paradigmas de funcionamento dos tribunais», disse, acrescentando ser necessário fazer as reformas que se deviam ter feito com as mudanças que o século 20 trouxe e que se deve «adaptar a justiça ao Estado de Direito».
«Os problemas do funcionamento das instituições de administração da justiça não são problemas sem solução», afirmou.
O bastonário dos Advogados recordou que a administração da justiça assenta em três pilares, os juízes, o Ministério Público e os advogados, mas referiu que «ainda há em Portugal quem se julgue dono da Justiça».
Sobre se não fragilizou ainda mais a justiça com as suas denúncias, disse ser necessário «fazer os diagnósticos das doenças para se encontrarem as curas, mais do que encontrar culpados».
Marinho Pinto disse que «não é à Ordem dos Advogados que compete encontrar as soluções sozinha» e que deve existir «boa fé e empenhamento de todos».
A 25 de Janeiro, em entrevista à Antena 1, António Marinho Pinto declarou que «o fenómeno da corrupção é um dos cancros que mais ameaça a saúde do Estado de Direito em Portugal».
«Há aí uma criminalidade da mais nociva para o Estado, para a sociedade», denunciou, sublinhando: «E andam aí impunemente, e alguns deles a exibir os benefícios e os lucros dessa criminalidade. Alguns, inclusive, ocupam cargos relevantes no Estado português».
Estas declarações levaram o Procurador-Geral da República a abrir um inquérito sobre as acusações que ainda está a decorrer.
Quatro dias depois, na abertura do ano judicial, Marinho Pinto redobrava as acusações, dizendo que são feitos «negócios de milhões com o Estado», cujo objecto são bens do património público, «quase sempre com o mesmo restrito conjunto de pessoas e grupos económicos privilegiados».
Sobre a acusação de José Miguel Júdice sobre uma sua alegada pretensão de se candidatar a Belém, Marinho Pinto disse que «isso era humor» e que não respondia ali a piadas.
[ in lusa/sol ]
Portugueses casam menos e mais tarde
O número de casamentos celebrados em Portugal diminuiu 24,9% entre 2000 e 2006, tendo a idade média do primeiro casamento subido de 27,5 para 29,1 anos nos homens e de 25,7 para 27,5 anos no caso das mulheres, revelam os indicadores sociais relativos a 2006 divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Em 2006, a taxa bruta de divorcialidade cifrava-se em 2,2 por mil, acima dos 1,9 por mil registados em 2000.
A quebra no número de casamentos deve-se à diminuição de 39,6% nos casamentos católicos, tendo os casamentos exclusivamente civis aumentado 2,1%.
Os dados do INE mostram ainda que mais de um em cada quatro casamentos (26,6%) ocorre após o casal ter vivido junto. Este indicador era de apenas 13,3% em 2000.
A percentagem de nados-vivos fora do casamento aumentou de 22,2% em 2000 para 31,6% em 2006, enquanto a idade média da mulher ao nascimento do primeiro filho passou de 26,5 para 28,1 anos.
A dimensão dos agregados familiares também tem vindo a diminuir, com as famílias constituídas por uma ou duas pessoas a representar 45,7% do total em 2006, mais 3,7 pontos percentuais do que os 42% registados em 2000.
As famílias sem filhos aumentaram de 39,8% para 42,8%, enquanto as famílias com um filho passaram de 31,3% do total para 32%.
Nas famílias com mais filhos assistiu-se a uma quebra: nas com dois filhos de 22,2% para 20,3%, nas com três filhos de 5 para 3,9% e nas com quatro ou mais filhos de 1,7 para 1%.
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